Descubra mais sobre a Meteorologia na Maia

Tel: 22 406 21 26 | Email: geral@maiahoje.pt



Liga: FC do Porto com posse e Benfica com golos (1-2), deram liderança aos encarnados.

Liga: FC do Porto com posse e Benfica com golos (1-2), deram liderança aos encarnados.

Em noite de emoções fortes no Dragão, e jogo de tripla no totobola, o Benfica foi mais forte, venceu, passou para a frente com dois pontos de vantagem, que podem ser três em caso de empate, e com isso ficou a depender de si próprio para voltar ao tít

Para muitos, especialmente os adeptos destas duas equipas, era o jogo do ano. Com um ponto a separá-las, e quando nos aproximamos a passos largos do final da prova, estavam reunidos os condimentos para um jogo emotivo, em que cada lance, favorável ou contra, apertaria os corações de parte a parte, naquele sentimento de tudo ou nada, que só os apaixonados pelo jogo bem conhecem.

O nada seria mais exposto para o visitante em caso de perder pois ficaria a uns 4 pontos, que sendo recuperáveis criavam já um fosso considerável. Do outro lado perder significaria ficar a 2 pontos, de igual modo recuperáveis, mas nada tranquilizantes pois significavam perder o controlo de contar apenas consigo próprio. O empate deixaria tudo como estava, e seria o Benfica a depender de terceiros para poder chegar à meta na frente.

Posto isto, as equipas entraram em campo fortemente moralizadas pelos últimos resultados, especialmente o Benfica que desde a entrada de Bruno Lage ganhou quase sempre, somando apenas um empate em casa para a Liga Europa, e perdido uma única vez, precisamente com o seu oponente desta noite, em Braga para a Taça da Liga. Ou seja tinha o alento necessário para procurar desfazer esse desaire, ou pelo contrário entraria em campo com esse amargo de boca de encontrar a única equipa que os havia vencido.

O FC do Porto começou ao ataque, desde a primeira jogada, ao que o Benfica demorou um pouco a responder até conseguir algum equilíbrio no jogo. No entanto, aos 18 minutos, na cobrança de um livre próximo da entrada da área, e depois de a bola ter batido na barreira, na recarga, Adrian atirou ao poste mais longe, fazendo o primeiro da partida. No estádio os adeptos da casa festejaram e talvez pensassem que marcando cedo o FC do Porto poderia partir para um resultado mais volumoso, no entanto tal não aconteceu e numa desatenção defensiva a bola sobrou para o “puto maravilha” dos encarnados, João Félix que, em posição frontal e dentro da área não desperdiçou e fez o empate, resultado que se manteve até ao intervalo.

Na metade complementar, e a jogar em casa, era de esperar que o FC do Porto, fosse à procura de voltar para a frente do marcador, mas a diferença que procurava não surtia efeito e pouco depois, numa tabela dentro da área, Rafa Silva atirou para o fundo das redes de um Casillas impotente para o evitar.

Com a vantagem no marcador cabia ao Porto procurar o tudo por tudo, mas não era a sua noite, por culpa própria em boa parte, mas também por grande mérito do adversário, que dispôs a suas pedras de modo a não dar, e não deu, grandes oportunidades. É certo que o Benfica só teve 39% de posse de bola, contra 61% do FC do Porto, assim como rematou muito menos, mas foi eficaz nas hipóteses que criou e acabei por justificar o resultado, que em boa verdade pode ser decisivo para a reconquista do título.

 

Na sua análise, Bruno Lage, começou por dizer que apesar da vitória, “está tudo igual”, mas continuou: “Passamos para a frente, a nossa caminhada é esta. Sempre acreditei num bom trabalho, e tenho a agradecer aos jogadores porque fizeram um bom trabalho, e pelo percurso que estamos a fazer. O futebol vive-se no dia a dia, e como fazemos um de cada vez, temos tido a capacidade de preparar bem os jogos e de os vencer. Se perdêssemos ficávamos a 4 pontos. Vencemos, temos agora dois de vantagem. Não foi o Bruno, foram os jogadores do Benfica. O clube é que venceu. Há uma entrada forte do Porto, fruto do ambiente no estádio, mas com o tempo o jogo ficou mais adequado á nossa forma de jogar, o Porto fez golo, mas continuamos a fazer o nosso papel, e continuamos no nosso registo. Fizemos dois golos e tivemos mais duas oportunidades. Durante 60 minutos fomos a melhor equipa, depois da expulsão, e com grande atitude fizemos uma linha de 5 para evitar os cruzamentos e aguentamos. Sofremos um pouco, mas fruto do que foi o jogo, merecemos o resultado.”, rematou o técnico que cheguei ao Benfica com sete pontos de desvantagem, e está agora na frente do campeonato com dois de vantagem.

 

Por sua vez, Sérgio Conceição surgiu na sala de imprensa, visivelmente agastado, tecendo os seguintes comentários ao jogo: “Momentaneamente ficamos desiludidos com este resultado. Eu disse na antevisão que há 30 jogos em disputa e vamos lutar por eles. O Benfica foi igual a si próprio, e nós estávamos precavidos. Entramos bem, conseguimos fazer o mais difícil que foi estar em vantagem. Depois inexplicavelmente sofremos o primeiro golo que surgiu de uma precipitação nossa, que não se compreende. É verdade que iniciamos bem a segunda parte, mas a primeira vez que eles chegaram à baliza fizeram o segundo golo. Tivemos algumas situações, mas não fizemos golo. Não fomos eficazes, faltou alguma agressividade. O empate já era negativo, agora a derrota imagine-se.”

É certo que Sérgio Conceição tem razão quando fala sobre os 30 pontos em disputa, e o futebol é fértil em surpresas, como prova esta recuperação do Benfica da era Bruno Lage, mas na mesma liga perder os dois jogos com o principal rival, ou seja seis pontos, é demasiado comprometedor para quem deseja renovar o título.

Imagens

03-Mar-2019 às 0:17, Francisco Bacelar

Escreva um comentário