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Trotinetes elétricas chegam à Maia

Trotinetes elétricas chegam à Maia

A moda pegou e as trotinetes elétricas estão a chegar à Maia. VOI será a primeira operadora.

A VOI, a empresa sueca de partilha de scooters, que inaugurou a sua presença em Portugal no passado mês de Dezembro em Lisboa, pretende agora ser a primeira a lançar o seu serviço de mobilidade sustentável na Cidade da Maia.

A “startup”, que recentemente investiu cerca de 50 milhões de dólares e iniciou a sua expansão no verão de 2018, já presente em cidades como Estocolmo, Gotemburgo, Madrid, Zaragoza e Málaga, conta já com mais de 150 mil utentes registados «desde o lançamento em Estocolmo, temos vindo a ter um crescimento muito forte, com mais de 450 mil quilómetros percorridos desde então», disse Frederico Venâncio, Administrador Geral da VOI Portugal, que acrescentou «embora queiramos nos expandir rapidamente, queremos fazê-lo de forma sustentável e de acordo com as regras locais de cada cidade. Estamos em contato com as principais entidades para garantir corretamente o nosso lugar no ecossistema de mobilidade local», disse.

A chegada a Portugal faz parte de um ambicioso plano de expansão na Europa, que inclui a expansão, já nos próximos meses, para Itália e França «acreditamos que podemos oferecer às cidades poluídas e congestionadas da Europa um serviço acessível, inovador e sustentável para todos os que visitam ou vivem nelas», disse o administrador da empresa que também já opera 100 Trotinetes em Faro.

No entanto, por exemplo em Lisboa, o número de operadores deste serviço já cresceu e actualmente são 7 as empresas que disponibilizam o serviço, a Voi, Lime, Hive, Wind, Teer, Bongo e Flash, estando mais 8 empresas interessadas no negócio.

 

Brevemente na Maia

 O Maia Hoje soube que este sistema está a ser estudado pelo município maiato dado que a Câmara Municipal «tem vindo a investir na mobilidade sustentável ativa no concelho da Maia e na sua relação com os concelhos vizinhos, nomeadamente através da criação de uma infraestrutura ciclável, pedonal e da promoção da utilização do transporte público coletivo, entre outras atividades, que visam encorajar e promover o uso dos modos suaves e do transporte público, não só na Maia, mas também na Área Metropolitana do Porto», diz fonte da autarquia que acrescenta «todos os sistemas que compõem o ecossistema de mobilidade e que promovam a partilha são, por principio, bem aceites pelo município».

Para usar uma VOI, o utente (que terá de ser maior de 18 anos) pode, através do aplicativo (iOS ou Android), encontrar uma trotinete ou usar o mapa para fazê-lo. Após clicar no botão “viajar”, basta ler o código QR e estará tudo pronto para iniciar a viagem para qualquer parte da cidade. À semelhança de Lisboa, o aluguer das Trotinetes na Maia poderá ter um preço fixo de um euro para desbloquear o veículo, sendo depois contabilizados 15 cêntimos por cada minuto de utilização, ou seja, 10 euros por hora.
Equiparadas a velocípedes, a PSP indica ainda que as Trotinetes e bicicletas são ainda obrigados a cumprir com todos os normativos relativos a circulação, regras e sinais de trânsito, nomeadamente uso do telemóvel e auscultadores sonoros e aparelhos radiotelefónicos, bem como disposições relativas à condução sob influência de álcool e substâncias psicotrópicas.

O uso de capacete originou 69 das 75 infrações registadas até 15 de Dezembro passado, mas entretanto anuladas após parecer controverso da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

É ainda obrigatório ter consigo o Cartão de Cidadão, ser maior de idade. Se for apanhado a circular no passeio a multa ascende a 30 euros e se usar auriculares paga 60 euros, metade da multa aplicada aos automobilistas, que terá de ser paga no local. Se passar um vermelho a multa é paga por inteiro e ascende a 74 euros, se for apanhado a circular com álcool no sangue, a multa é de 250 euros.
Importa também saber que o seguro escolar não cobre acidentes no trajeto casa-escola, nem estas podem transportar passageiros.

 

Atividade e transporte gera polémica

Se à partida esta será uma actividade inócua, esta também gera alguma polémica como foi o caso de Madrid, no final do ano passado, em que a autarquia deu 72 horas aos operadores para retirarem os veículos, alegando que «não estão a cumprir os requisitos para prestar este serviço, nomeadamente a existencial de locais fixos para iniciar e terminar as viagens. A mesma entidade destaca que não é permitido usar as Trotinetes eléctricas nos passeios e ruas pedonais, assim como em rotundas com muito trânsito», lê-se na M&P.

Esta semana a SIC revelou no espaço “investigação SIC”, do Jornal da Noite, que são já mais de 3.000 as Trotinetes a circular em Lisboa, tendo o CDS e o PSD, individualmente, já colocado algumas reservas ao regulamento da atividade.

Outro dos problemas apontados são o abandono do veículo em qualquer sítio. Como é um serviço 24 horas, é comum durante a noite encontrar-se veículos um pouco por todo o lado, mas as empresas já estão a solucionar o problema com a contratação de equipas que recolhem os equipamentos abandonados e a disponibilização de reportar online.

20-Feb-2019 às 8:55, Ana Sofia Silva

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