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PSD, entre Costa e Rio, não há dúvidas!

PSD, entre Costa e Rio, não há dúvidas!

Opinião de Artur Bacelar, Diretor de Informação do Jornal MaiaHoje.

No início de Outubro, perante algumas dúvidas, escrevi neste mesmo espaço que, conhecendo eu bem Rui Rio, este não se demitiria da liderança do PSD.

Volvidos mais de três meses, com o anúncio da disponibilidade de Luís Montenegro para assumir a liderança do partido, o assunto volta de novo à baila, mas, para mim, nada mudou, acredito que não haverá golpe palaciano como Costa fez a Seguro no PS.

Vamos a factos. Quer se queira quer não, Rui Rio é o líder democraticamente eleito do PSD, por um período de dois anos, ponto. Facto é ainda que, goste-se ou não, delineou uma estratégia e está a cumprir, não enganou ninguém, ponto. Facto também é, que o único que lhe quis fazer frente nas directas e no congresso, hoje também já não é militante.

Ora, tudo isto, em qualquer partido, em condições normais, seriam razões mais do que suficientes para que houvesse uma união em torno do líder e não o que hoje sucede na praça pública. Para percebermos bem porque é que não é assim, temos de perceber o ambiente em que tudo se processa.

Actualmente o Conselho Nacional do PSD, órgão máximo entre congressos, é composto por cerca de 100 militantes que foram eleitos, ou dele fazem parte por inerência directa dos cargos que ocupam na estrutura.

Assim, temos, para alguma comunicação social, cerca de 100 “ilustres” militantes individuais, cuja opinião é importante, pensam, dizem e escrevem. Basta um dizer que pensa diferente que logo, as manchetes são que no PSD anda tudo de candeias às avessas, o que não é verdade, volto a repetir que o PSD tem um líder eleito, democraticamente, em congresso, por um período de dois anos, a não ser que mais de 50 conselheiros digam que não e sinceramente, não tenho visto, nem na apresentação da candidatura de Luís Montenegro, onde eles estão.

Há, de facto, linhas de pensamento diferente no PSD, mas nenhuma delas sufragada, nem em conselho nacional, nem em congresso, ou seja, valem zero.

O PSD sofre do “mal” de ser um partido muito abrangente onde cabem muitas posições diferentes, que ideologicamente e historicamente, oscilam entre a esquerda moderada e o centro-direita.

Estas chamadas “guerras” internas cujos soldados andam escondidos, não tenho dúvidas, são alimentadas não só por interesses internos, mas também e principalmente por interesses externos.

A quem interessa um PSD fraco? A lista é longa, CDS que pensa poder captar votos ao centro; o novo Aliança, que quer o mesmo eleitorado; o PS que sabe ser essencial captar a ala esquerda do PSD para uma maioria; a CDU e o BE que neutralizam o chamado voto útil no PS e muitos outros. Todos têm interesses e alimentam o fogacho. Já dos lóbis, são tantos que nem vou falar.

Rui Rio é, sem dúvida, como nunca o negou, um homem de esquerda moderada, autoritário por natureza e de ideias fixas. Rui Rio já mostrou o que vale e o que pretende por diversas vezes, seja como secretário-geral do PSD (onde obrigou à refiliação que, goste-se ou não, retirou das listas dezenas de milhares de militantes) ou na gestão da Câmara Municipal do Porto (onde eliminou a corrupção, endireitou as contas, ou enfrentou Pinto da Costa), contra tudo e todos.

Repare-se que a um político como o Rui Rio, com mais de 40 de carreira e muitos de serviço público, a oposição nada tem a apontar-lhe, exceptuando actos de gestão discutíveis como as saudosas e importantes corridas automóveis da Boavista.

Não tenho dúvidas que as raízes do partido, formada por aqueles que lá estão há 40 anos, aqueles que aprenderam com Sá Carneiro que o PSD é um partido de centro esquerda, democrática e reformista, nunca deixarão cair o maior partido português.

A mais que prevista vitória da moção de confiança irá, muito a tempo, dar o pontapé de saída para um PSD mais forte, liderado por Rui Rio.

Acredito ainda que as sondagens actuais mentem e que o PSD terá uma votação digna do seu historial, porque entre Costa ou Rio… há muitas diferenças e poucas dúvidas.

Aos críticos de hoje, pergunte-se se optam por Costa ou Rio e a resposta, de bom senso, não terá dúvidas.

15-Jan-2019 às 13:10, Ana Sofia Silva

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