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LIGA: Sporting travou FC do Porto na senda vitoriosa, em jogo de empatas

LIGA: Sporting travou FC do Porto na senda vitoriosa, em jogo de empatas

Perante 47000 espetadores que se deslocaram a Alvalade, o clássico de Alvalade não foi além de um empate sem golos, portanto sem emoção, não só pela ausência dessa “droga” dos adeptos, mas também pelo fraco empenho em que, notoriamente, ninguém queri

Este jogo entre Leões e Dragões, tinha perspetivas bem diferentes para o Sporting. Em caso de vitória reduzia a diferença para 5 pontos, e ainda podia acalentar esperanças de continuar a lutar pelo título, mas em caso de derrota via o FC do Porto ficar a uns distantes 11 pontos ficando ainda a 3 do Braga e a 4 do Benfica, ou seja o pior classificado das “turmas” que lutam pelo título português.

Por seu turno o FC do Porto mesmo perdendo manteria a vantagem, que nesse caso se reduzia para 4 pontos sobre o Benfica, 5 para os minhotos, mantendo os atuais 8 para o Sporting. Onde perderia mais seria num título pessoal que consistia em “descolar” do recorde de 18 vitórias consecutivas, repartido com o Benfica de Jorge Jesus da época de 2010/2011, para além do desafio de voltar a vencer em Alvalade, feito que não conseguia desde 2008.

A história escreve-se todos os dias e hoje foi dia de repartir o mal – ou o bem – pelas aldeias. Ninguém ganhou, acabaram ambos por perder dois pontos para os seus mais diretos adversários, primeiro Benfica que fica a 5 do líder, e depois o Braga que mantém a distância nos 6 pontos.  Perderam igualmente ambos porque enquanto o Sporting não se conseguiu aproximar, o FC do Porto perdeu oportunidade soberana de ficar isolado no tal recorde de vitórias seguidas. É caso para dizer que ganha em todo o lado menos nos ares de Lisboa, cidade onde pela última vez havia perdido, também na segunda circular mas num estádio mais abaixo. Desta feita não perdeu o jogo, mas desperdiçou a sequência de vitórias, mantendo no entanto a da invencibilidade, ficando em dúvida até quando.

Para ganhar qualquer uma das equipas teria que entrar no relvado com essa vontade inequívoca mas, manifestamente, isso não aconteceu hoje. A posse de bola foi repartida em partes iguais 51/49 na primeira metade para o Sporting, e o inverso, rigoroso, na metade complementar. Por outro lado foram 90 minutos de bola a meio campo, com algumas chegadas à baliza adversária, mas sem grandes oportunidades de golo evidente. Claro que na segunda metade um remate enquadrado de Bas Dost com defesa de Casilas para fora, e outro de Soares dentro da pequena área, não chegando depois à recarga, foram, talvez a pedrada no charco de águas paradas deste jogo disputado em tarde soalheira e amena, fazendo lembrar os tempos antigos em que os clássicos se jogavam apenas com recurso à luz solar.

Para além daquelas oportunidades, apenas houve alguma emoção suplementar nos últimos 10 minutos assistindo-se a algum ritmo de bola lá, bola cá, quando pelo relógio qualquer deslize poderia ser fatal. Não obstante, mesmo aí, a bola quase não chegou com perigo às balizas.

Houve contudo um vencedor no meio deste desastre futebolístico. Como o FC do Porto não se distanciou mantêm-se tudo em aberto para a segunda volta, e portanto ganhou a emoção, a incerteza, e os adeptos quaisquer que seja a sua paixão clubista.

Imagens

12-Jan-2019 às 16:42, Francisco Bacelar

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