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2019 «será o último ano de “pés assentes no chão”»

2019 «será o último ano de “pés assentes no chão”»

Especial Balanço 2018 Perspetivas 2019 em entrevista a Manuel Oliveira, presidente da Comissão Política Concelhia do CDS Maia e deputado da Assembleia Municipal da Maia.

MaiaHoje (MH) - Que balanço faz, a nível local, do ano político de 2018?

 

Manuel Oliveira (MO) - Em relação à Câmara Municipal da Maia, penso que foi um ano positivo e de clarificação do estilo de liderança do atual edil. Alguns projetos discutidos no período eleitoral estão já no terreno, como a remodelação urbanística do Sobreiro e a melhoria das instalações de diversas escolas, e isso é de louvar. Tenho tido oportunidade de conversar com vários Presidentes das Juntas de Freguesia do nosso concelho e é transversal o ambiente de cooperação e alta motivação de todos os autarcas independentemente da sua bancada política. São, portanto, bons sinais de maturidade política e elevação da nossa Maia.

 

MH - Para si, o que elegeria como o “pior” de 2018?

 

MO - Enquanto o estado centralista de Lisboa não reforçar, com mais efetivos e meios operacionais, as nossas forças de segurança, os registos de criminalidade como furtos de viaturas e assaltos a residências serão sempre o mais negativo. Ainda assim, creio que o ano passado ficará marcado, incontornavelmente, pela perda de Fernando Almeida, antigo provedor da Santa Casa da Misericórdia da Maia e um dos nomes maiores da nossa identidade local.

 

MH - Para si, o que elegeria como o “melhor” de 2018?

 

MO - As notícias de investimento e crescimento económico são sempre animadoras. O município mantém o seu papel destacado como grande exportador nacional e como terra que continua a atrair uma sustentável fixação de pessoas e investimentos. Em relação ao CDS, promovemos na Maia um conjunto de iniciativas que elevaram, uma vez mais a nossa posição construtiva, onde as “Jornadas do Futuro” dedicadas à Descentralização de Competências foram um espelho dessa postura.

 

MH - O que espera, a nível local, do ano político de 2019?

 

MO - Politicamente será o último ano de “pés assentes no chão” antes das denunciadas movimentações no xadrez autárquico para 2021. Muito por isto, penso que este ano é decisivo para todos os atores políticos locais no que diz respeito à pertinência, consistência e mérito nas funções que ocupam.

 

MH - A nível nacional, o que elegeria como o “pior” e o “melhor” em 2018 e quais as expectativas para 2019?

 

MO - Pelo impacto, o ano passado ficará marcado negativamente pelas inúmeras greves nos mais diversos setores de atuação do estado e ainda, mas agora em Borba, pela contínua incapacidade deste em proteger os seus cidadãos. As minhas expetativas em 2019 são no sentido de os portugueses optarem por uma solução governativa que não esteja dependente da chantagem de bastidores dos partidos que sustentam a Geringonça ou que possibilite a formação de um Bloco Central. As duas hipóteses serão nefastas a curto prazo, mais até do que uma hipotética maioria do PS.

 

 

MH - A nível internacional, o que elegeria como o “pior” e o “melhor” em 2018 e quais as expectativas para 2019?

 

MO - O mundo continua a caminhar para soluções políticas populistas que contrariam o desejável progresso liberal. Bolsonaro, como o cromo de 2018 da caderneta de Trump, Salvini e Orbán, é mais um produto do falhanço do estado que se preocupa com tudo menos com os assuntos que são da sua primeira linha de atuação: segurança, defesa e relações internacionais. De melhor, pelo simbolismo histórico, destaco a aproximação das duas Coreias e, como expetativas, que os líderes políticos mundiais encontrem respostas firmes de acolhimento e integração para os fluxos migratórios de pessoas que tentam escapar à violência e ao desrespeito pela sua dignidade.

11-Jan-2019 às 8:58, Ana Sofia Silva

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