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«Mais ética na política, mas também fora dela»

«Mais ética na política, mas também fora dela»

Especial Balanço 2018 e Perspetivas para 2019 em entrevista a António Ramalho, presidente da Comissão Política Concelhia do PS Maia.

MaiaHoje (MH) - Que balanço faz, a nível local, do ano político de 2018?

 

António Ramalho (AR) - Depois das eleições do último trimestre de 2017, em que os resultados eleitorais evidenciaram uma vontade de mudança do poder local, esperava-se que a coligação (um pouco) mais votada, pontuasse a sua atuação em 2018 de forma mais assertiva e cumpridora do programa eleitoral sufragado. Por outro lado, esperava-se que em 2018 a coligação Um Novo Começo visse reforçada a sua voz e a sua determinação em continuar a construir uma alternativa inevitável. Ora, se no primeiro caso tal não se verificou, ao invés, a coligação (um pouco) mais votada viu-se cada vez mais fragilizada, não raras vezes desnorteada e com inexplicáveis dificuldades em implementar o seu programa eleitoral – vejam-se as ações / projetos para as freguesias iniciados em 2018 e previstos de iniciar em 2019 –, no segundo caso verificou-se uma superação das expectativas relativamente ao pensamento e à ação política da coligação Um Novo Começo, evidenciada nas tomadas de posição e influência na decisão.

Enquanto presidente da concelhia do PS devo justamente realçar o debate de políticas locais, o contacto de proximidade com as pessoas e as problemáticas das freguesias, bem como o conhecimento da realidade social local que o PS tem fomentado, envolvendo todos quantos queiram participar nessas ações, fatores que serão determinantes para a concretização no futuro de melhores políticas de governação local.

 

MH - Para si, o que elegeria como o “pior” de 2018?

 

AR - A cega política de subsídios, órfã de uma visão estratégica de desenvolvimento das instituições locais e desprovida de objetivos concretos para as políticas sectoriais, definidos para um horizonte de médio e longo prazo.

O autismo que caracteriza o actual executivo, onde nem o orçamento da CM é discutido previamente com todos os Vereadores, como aliás prevê o Estatuto de Oposição.

Não há a iniciativa salutar de conciliação de posições por parte do actual Presidente da Câmara Municipal, sendo os Maiatos os principais prejudicados por este "tique", que traduz algum défice democrático no necessário contexto de construção de pontes e de encontrar em conjunto as melhores soluções para os problemas do Município.

 

MH - Para si, o que elegeria como o “melhor” de 2018?

 

AR - A alternativa política que está a ser responsavelmente construída na Maia.

 

MH - O que espera, a nível local, do ano político de 2019?

 

AR - Mais ética na política, mas também fora dela, pois “não se podem fazer omeletes sem ovos”!

 

MH - A nível nacional, o que elegeria como o “pior” e o “melhor” em 2018 e quais as expectativas para 2019?

 

AR - O populismo de muitos dos atores políticos terá sido o “pior” de 2018, trazendo-nos preocupações acrescidas para o ano em curso. A melhoria das condições de vida proporcionadas pelo atual Governo, a devolução de confiança e da esperança no futuro aos portugueses, são indiscutivelmente o “melhor” de 2018. As expectativas para 2019 passam pela consolidação de uma sociedade mais plural, justa e solidária.

 

MH - A nível internacional, o que elegeria como o “pior” e o “melhor” em 2018 e quais as expectativas para 2019?

 

AR - A contínua desconstrução de consensos relativos à incontornável necessidade de implementação de políticas de sustentabilidade ambiental, o que coloca em risco a sobrevivência do Planeta, será o “pior”. A perseverança de muitos em continuar esta batalha que a todos diz respeito, será o “melhor”. As expectativas para 2019 passam por acreditar que é possível o reencontro de consensos nesta matéria.

 

10-Jan-2019 às 11:25, Ana Sofia Silva

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