Descubra mais sobre a Meteorologia na Maia

Tel: 22 406 21 26 | Email: geral@maiahoje.pt



2019... pode ser que «haja algumas surpresas»

2019... pode ser que «haja algumas surpresas»

Especial Balanço 2018 e Perspetivas para 2019 em entrevista a Francisco Couto e Silva, deputado do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal da Maia e membro da Comissão Coordenadora Concelhia do Bloco de Esquerda.

MaiaHoje (MH) - Que balanço faz, a nível local, do ano político de 2018?

 

Francisco Couto e Silva (FCS) - O balanço político, na minha opinião, é centrado no poder com mais de 36 anos de implantação no concelho da Maia, que tem potencialidades enormes quer no plano económico, quer estratégico. Com aposta forte no marketing político constante, esta maioria PSD/CDS tem conseguido vitórias eleitorais, por via disso tem sido o marketing a sua aposta. Mantém os defeitos e virtudes que a maioria institucional lhe proporciona, seguindo a máxima "em equipa que ganha não se mexe", este 2018 continua na normalidade de anos anteriores que apesar das suas potencialidades o Município da Maia, continua aquém das expectativas dos munícipes.

 

MH - Para si, o que elegeria como o “pior” de 2018?

 

FCS - O ambiente. Só poderá levar ao sucesso nesta área se tivermos uma visão metropolitana global, complementadas por políticas nacionais, e esta sim, deveria ser uma aposta forte. Mas, na Maia a aposta parece ter o foco na redução do carbono que é importante, mas é pouco. O município continua a fazer muito pouco pelos problemas ambientais no concelho. Em muitos casos o sucesso só é possível, em articulação com os concelhos vizinhos. Destaco como exemplo mais gritante da inoperância do Município, cujo ugada pelas Autoridades Públicas, à grave e continua poluição provocada pela Siderurgia Nacional, o que só se compreende, pela cedência ao poder económico.  

 

MH - Para si, o que elegeria como o “melhor” de 2018?

 

FCS - Aqui os eleitos são o Desporto e a Cultura. Apesar da pouca descentralização nestas áreas reconhecemos o empenho, é onde o município evidencia balanço positivo e em crescendo.

 

MH - O que espera, a nível local, do ano político de 2019?

 

FCS - As expectativas para 2019 não são as melhores, pois elas assentam na continuação das mesmas políticas dos anos anteriores, aqui e acolá, com pinceladas para dar a entender que é diferente. Mas, como 2019 é ano eleitoral (Europeias e Legislativas), embora não sejam autárquicas, pode ser que face ao peso das sondagens menos positivas, haja algumas surpresas.

 

MH - A nível nacional, o que elegeria como o “pior” e o “melhor” em 2018 e quais as expectativas para 2019?

 

FCS - Como pior destaco em momento único de maioria parlamentar à esquerda, a não aprovação por parte da Assembleia da República das alterações apresentadas pelo BE e de outros partidos ao Código do Trabalho. As greves constantes por inoperância do Governo em solucionar conflitos com quase todos profissionais da Função Pública.

Como melhor a continuação de recuperação de rendimentos, regularização dos Precários do Estado (PREVPAP), fim da TSU, ligeiro aumento no Financiamento Público, diminuição da Taxa de Desemprego.

Expetativas para 2019 não são as melhores. A influência que a economia internacional tem no nosso País, resulta, segundo os indicadores a nossa irá abrandar. Também, já se nota um recuo do Governo com os parceiros no quadro Parlamentar, aliás reforçadas pelas interpretações "manipuladas" aos acordos firmados, frustram expectativas, mas em ano de eleições surpresas são de esperar.

 

MH - A nível internacional, o que elegeria como o “pior” e o “melhor” em 2018 e quais as expectativas para 2019?

 

FCS - O pior a indiferença dos Países, principalmente os mais ricos aos desastres humanitários, onde incluo a morte de milhares de migrantes, a morte de milhões de pessoas à fome, o crescimento constante de pessoas com fome e desnutridas, saliento, já vai além dos 800 milhões, onde em todos os grupos se incluem  grande de percentagem de crianças.

O melhor, destaco Portugal na ajuda humanitária que apesar das dificuldades económicas, de não ser uma potência, tem sido dos que mais se esforça, o acordo das Nações Unidas no Sudão do Sul que já permiti ajuda humanitária, ajuda do Governo Mexicano aos Hondurenhos a caminho dos Estados Unidos, o combate ao racismo e xenofobia pela FIFA e UEFA no desporto.

Expectativas para 2019 não são as melhores, para além do que de mau aconteceu em 2018 sem resolução, vêm acrescidas de maior insensibilidade por parte das grandes potências económicas onde daqui se destaca os Estados Unidos em questões ambientais, corrida ao armamento, retração e desregulação financeira e económica.

09-Jan-2019 às 8:47, Ana Sofia Silva

Escreva um comentário