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LIGA: Vitória Conquistador derrota Dragões na sua cidadela

LIGA: Vitória Conquistador derrota Dragões na sua cidadela

Depois de na época passada nunca ter sido derrotado, desta feita, Sérgio Conceição, perde logo à terceira jornada, perante uma equipa vimaranense com mais folgo na etapa complementar, perante 47008 espetadores que quase encheram o Dragão.

Minutos antes desta partida Benfica e Sporting haviam empatado no clássico lisboeta, o que abria as portas para o FC do Porto se lhes adiantar na classificação, logo à terceira jornada. Mas para lograr essa vantagem é preciso ganhar os jogos que terminam ao fim de 90 minutos, e não de 45 minutos onde havia chegado aos 2-0, primeiro por Brahimi, aos 37 minutos em remate à entrada da área, e volvidos 5 minutos por André Pereira, de cabeça, a corresponder a centro teleguiado de Alex Telles. É um facto que a primeira parte foi do FC do Porto, dando até sinais pelo que ia jogando, de poder ampliar a vantagem, face à pouca produtividade do adversário.

Não foi porém o que aconteceu, pois na segunda metade, o Vitória apareceu transfigurado, com outra dinâmica e intencionalidade, sem que todavia parecesse suficiente para fazer perigar as redes de Iker Casillas. Por seu lado o FC do Porto ia jogando com o tempo e resultado que lhe era favorável, procurando chegar ao terceiro mas sem grande empenho. Aos 63 minutos Sérgio Oliveira derrubou um adversário na área, o que fez Fábio Veríssimo, apitar para a Grande penalidade, sem grande margem para dúvida. Na conversão, André André, não hesitou enviando a bola a meia altura para a esquerda de Iker, que adivinhou o lado, mas foi impotente para a travar o remate. Com este resultado a equipa de Luis Castro reentrava no jogo e fazia perigar a vitória dos dragões, até porque este golo lhes deu novo folgo, em contraste com o seu adversário.

Assim, foi sem surpresa que aos 76 m, Tozé recebe a bola na direita, dentro da área e remata cruzado, fazendo a bola passar longe do alcance de Casillas, estabelecendo o empate, com a curiosidade de estes dois golos terem sido marcados por jovens da formação azul e branca.

Com 14 minutos para jogar, o FC do Porto acordou, começou a ganhar velocidade, descurando um pouco a defesa o que acabaria por lhe ser fatal, quando a 3 minutos dos 90, Davidson fez o terceiro dos “conquistadores”, resultado que haveria de ser final, apesar de no derradeiro forcing os portistas terem obtido três oportunidades flagrantes, todavia falhadas ou defendidas à boca da baliza.

Terminada a partida e consumada a derrota dos Dragões, era bem visível o desânimo dentro e fora do campo, o que não impediu que as bancadas deixassem de esperar pelo tradicional círculo, com os cânticos habituais de incentivo, ou seja, sem desarmar, pelo menos para já, na confiança e nos créditos à sua equipa, apesar de com esta derrota ficar em desvantagem perante os adversários diretos.

Por seu lado, esta vitória traz um ânimo redobrado para o Vitória depois de ter perdido nas duas primeiras jornadas, perante Benfica e Feirense.

Para Luís Castro, ex-treinador interino dos Dragões agora ao serviço dos vimaranenses, ditou: “Tudo se deve ao que os jogadores fizeram. Na primeira parte não conseguimos fazer muito, tivemos a infelicidade de sofrer o 2-0 antes do intervalo, mas a equipa conseguiu reagir. Já tinha dado sinais de que conseguia virar resultados recentemente, e hoje conseguiu-o.  Os jogadores trabalharam até à exaustão, porque o que nos interessa é os 3 pontos, para a tabela classificativa.

A análise que tinha sido feita à equipa do Vitória, quando só tinham acontecido 2 derrotas foi injusta. Para nos levantarmos temos que ter cenários ideais para o fazer e sabíamos que após a derrota no Feirense hoje seria muito difícil. Mas a palavra era acreditar, e não nos podíamos entregar. A equipa comprometeu-se, neste cenário difícil conseguiu dedicar-se muito bem ao jogo, e chegamos à vitória. No entanto a equipa apresenta algumas oscilações, mas hoje jogaram até à exaustão, e a prova é a forma como terminaram exaustos.”

Demonstrando bem a azia que o própio assume quando não ganha, Sérgio Conceição esclareceu: “Hoje faltaram algumas coisas importantíssimas, que fizeram com que o Porto fosse Campeão Nacional. Faltou agressividade e intensidade. Circulação algo lenta, mas podíamos e devíamos ter feito mais na segunda parte. Apesar de termos uma outra oportunidade não o fizemos e o jogo reabre, num momento negativo do Sérgio. A seguir há a lesão e limitou-me. Sofremos o segundo, fomos à procura do terceiro e sofremos mais um. Tivemos situações na parte final para ganhar mas não conseguimos. Para aquilo que fizemos no jogo, a derrota é merecida.

Uma das caraterísticas da minha equipa e que vocês sempre realçaram é que mesmo a ganhar não tira o pé do acelerador. É preciso respeito pelo adversário. Aconteceu que depois de estarmos a ganhar 2-0, senti a equipa com pressa de acabar o jogo, é a minha análise. E vamos detalhar a análise para dar outro tipo de resposta no futuro. Temos é que ser nós a puxar, agradecer, e justificar a presença de quase 50.000 pessoas no estádio.

Imagens

26-Aug-2018 às 0:27, Francisco Bacelar

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