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A cretinice digital virtual

A cretinice digital virtual

Opinião de Victor Dias.

A cretinice migrou da frontal crueldade de olhos nos olhos, para o espaço virtual, ficando-se agora apenas pelas pontas dos dedos, a digitar enormidades ofensivas que destroem até os espíritos mais robustos, levando a perversidade para o território da psicopatologia.

São cada vez mais as notícias de pessoas, sobretudo adolescentes que entram numa espiral de ideação suicida, após terem sido alvos de ataques que visam atingir a sua autoestima e amor próprio, repercutindo-se em abalos devastadores das suas estruturas psicológicas, já de si naturalmente  frágeis e por isso mais expostas a tais ataques e consequências.

Se antes a cretinice tinha que ser assumida e tinha um rosto ao qual se poderia imputar responsabilidades sociais, civis e até criminais, hoje a cretinice encontrou na internet espaço para a cobardia e para a selvajaria, escondidas no anonimato atrás de um teclado algures no espaço virtual.

Como sempre tem acontecido com estas matérias relacionadas com a internet, os estados, quer dizer, as sociedades, têm andado sempre atrás do prejuízo, legislando tarde e a más horas, muitas vezes já depois de danos morais e psicológicos, e até perdas de vidas, que poderiam porventura ter sido evitadas se os cretinos soubessem que estavam sujeitos a ser descobertos e punidos com mão de ferro.

Sou inteiramente a favor de que nesta matéria, o Estado, ou seja, todos nós enquanto sociedade civilizada e pautada por regras de conduta ética, moral e bons costumes, cumpra a sua obrigação de criar leis implacáveis e que punam de forma exemplar a cretinice virtual digital. Uma punição que precisa da mesma severidade, ou quiçá até de mais dureza, do que aquela com que pune ofensas morais e atentatórias da dignidade humana perpetradas por energúmenos a quem se conhece o rosto e o paradeiro certo. 

Não aceito e exorto a que nenhum cidadão responsável e ciente dos riscos que a cretinice cobarde representa para a saúde mental e bem-estar espiritual da suas vítimas, deixe de se indignar contra a generalização deste fenómeno e permita que os seus autores fiquem impunes.

 

Todos sabemos, todos já tivemos conhecimento de pessoas em quem tais ataques tiveram efeitos devastadoramente destrutivos, que em certos casos levaram a desistência de querer viver…

05-Jun-2018 às 15:24, Ana Sofia Silva

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