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Será este o Fim do Médico ?!

Será este o Fim do Médico ?!

Opinião de Ricardo Oliveira.

Li por estes dias um artigo muito interessante de uma licenciada em Gestão, consultora na McKinsey & Company onde anunciava na “Medicina do Futuro o desaparecimento gradual do médico como o conhecemos”.

Por entre um texto muito bem construído apontava o vanguardismo tecnológico como uma espécie de tabua de salvação para evitar erros médicos, diagnósticos incompletos, infecções hospitalares adicionais e, mesmo, por vezes evitar pedir mais opiniões, permitindo até racionalizar consumos de material médico., farmacêutico e hospitalar.

No artigo são louvados os algoritmos informáticos de diagnósticos e mostradas as potencialidades da telemedicina. Afirmava, e na minha opinião bem ,que “a prática médica é um misto de arte e ciência” e em determinada altura da reflexão lê-se que a “adopção da tecnologia irá permitir uma personalização nunca antes vista da medicina, mas também uma humanização dos profissionais de saúde”.

Sendo eu alguém muito ligado à inovação técnico-cientifica da medicina, e primando o meu exercício como médico pelos valores fundamentais do humanismo, confesso que o artigo me despertou o interesse.

Julgo que é curioso, para quem vive a medicina por dentro, verificar que o que se está a passar é uma tentativa grande de humanização, de integração holística do doente, de o compreender em toda a sua amplitude. Ou seja, uma tentativa de fazer a ciência com arte. Os exames complementares de diagnósticos são importantes, mas nada deve superar uma avaliação clinica do doente exaustiva, bem construida, e o bom senso deve sempre preponderar. Medicam-se e tratam-se pessoas, não se medicam nem se tratam exames complementares de diagnóstico.

Na minha opinião as tecnologias de saúde deverão sempre auxiliar tomadas de decisão em momentos oportunos, e como já oportunamente referi, o “Dr. Google” deve ser subvalorizado e devidamente enquadrado.

A tecnologia existe para nos ajudar e não para nos tornar reféns dela.

Sinceramente, acho que numa sociedade vertiginosa como aquela em que vivemos, onde facilmente temos acesso a tecnologia, é uma mais valia para qualquer profissional conseguir discernir o trigo do joio.

Em minha opinião, ainda não será este o fim do médico. Será isso sim, mais uma oportunidade de a Medicina e o Médico se afirmarem como a profissão hipocrática que são!

 

 

Ricardo Filipe Oliveira,

Médico;

 Doc. Universitário UP;

Lic Neurof. UP;

Mestre Eng. Biomédica FEUP,

Med.ricardofilipeoliveira@gmail.com

Www.ricardofilipeoliveira.com

Não escreve ao abrigo do novo acordo ortográfico.

11-Jan-2018 às 10:41, Ana Sofia Silva

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