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Conversas para assunto

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Opinião de Alexandre Ponte.

A expressão tão comentada e  difundida  “porreiro pá!” ficou-me para sempre gravada na memória. Tempos do “nacional porreirismo” que, entre cursos superiores via fax e escândalos de centros comerciais alvo de investigações internacionais, tudo era “porreiro pá!”. Que belos tempos esses onde as “causas fracturantes” e as delícias dos cidadãos eram o novo Aeroporto, o TGV e o casamento por indivíduos do mesmo sexo. Infelizmente, as consequências viriam a comprovar que causas maiores existiam. Que era necessário questionar o que se tomava como certo. Serviu de lição?

Cada vez mais, baseado nos media nacionais e em conversas diárias, sinto que hoje se vive um novo período de “nacional-porreirismo”. A passada semana abriu com os casos da má qualidade das refeições escolares, dos 5M€ para ampliação do bloco operatório do IPO-Lisboa (e que estão a aguardar a demorada aprovação governamental), o caso do Ministro que colocou os seus elementos da segurança da GNR a dormir na rua porque incomodavam os seus cães  (sendo reduzido a assunto de rodapé de noticiário), passando pelo fatídico surto de Legionella,  findando a semana com o jantar do Web Summit no Panteão. Em suma, nada de alarmante, “porreiro pá!”.

Em todos estes casos, e tal como nas semanas anteriores, existem sempre denominadores comuns: a “chico-esperteza” de quem nos dirige e a impunidade com que a sociedade (e a generalidade dos media e opinion makers) brinda essas figuras que, a coberto da promessa de um pote de ouro no final do arco íris, efectivamente ludibriam quem neles confiou e, em muitos casos, cegamente continua a defender. Afinal, está tudo “porreiro pá”!

Nos casos das refeições escolares, do IPO-Lisboa e do surto de Legionella, está claro que são casos de falta de verba e/ou atrasos no seu efectivo pagamento. A pergunta que me ocorre, mas que não vejo expressa pelos media ou pelos cidadãos, é a possibilidade destes casos terem alguma ligação com as cativações do nosso Ministro das Finanças. Com a “austeridade” acabada por decreto, serão estes os custos para os festejos de mais uma expectável execução orçamental brilhante? Nos casos do recém Ministro que não aprecia os seus cães incomodados e do jantar VIP no Panteão, são claros exemplos de falta de sensibilidade e bom senso. Algo que, nos “chico-espertos” é também bastante usual...

Victor Hugo dizia que “Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há certa cumplicidade vergonhosa.”. Adequado. “Porreiro pá”!

24-Nov-2017 às 11:46, Ana Sofia Silva

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