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Maia no TOP dos municípios com maior poder de compra

Maia no TOP dos municípios com maior poder de compra

O INE divulgou na semana passada a 12ª edição do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPCC) que integra informação estatística reportada ao ano de 2015.

O objetivo passou por caracterizar os municípios portugueses relativamente ao poder de compra numa aceção ampla de bem-estar material, a partir de um conjunto de variáveis e por recurso a um modelo de análise fatorial em componentes principais. A realização deste estudo visa contribuir para a oferta de informação ao nível do município através da disponibilização de indicadores de síntese que traduzem o poder de compra manifestado nestes espaços geográficos.

Note-se, porém, que as estimativas produzidas não devem ser apropriadas como qualquer outra variável a que corresponda um âmbito concetual bem delimitado, como o rendimento ou o consumo das famílias.

Enquanto indicador compósito, o EPCC integra uma vasta quantidade de informação num formato de leitura simples e o modelo específico da análise fatorial acrescenta a capacidade de captar as diferentes dimensões do fenómeno em análise — neste caso, o poder de compra manifestado nos municípios ou regiões.

 

Indicador per capita (IpC)

 

O Indicador per Capita (IpC) pretende traduzir o poder de compra manifestado quotidianamente, em termos per capita, nos diferentes municípios ou regiões no ano de 2015. À semelhança do ocorrido nas sete versões anteriores do EPCC, tomou-se para coeficiente de variação do IpC o valor nacional (Portugal = 100).

A leitura dos resultados do IpC para 2015 associa ao território continental um poder de compra superior ao observado nas duas regiões autónomas portuguesas: o valor atingia 100,7 para o Continente e era, respetivamente, de 85,5 e 86,9 para as regiões autónomas dos Açores e da Madeira. A Área Metropolitana de Lisboa (124,7) constituía a única região NUTS II com um valor acima do poder de compra per capita médio nacional. Para o Algarve, o valor (95,2) situava-se abaixo da média nacional. As três restantes regiões continentais — Norte, Alentejo e Centro — registavam índices de poder de compra per capita relativamente próximos: 92,1 para a região Norte, 91,0 para a região Alentejo e 88,8 para a região Centro.

 

Percentagem de poder de compra (PPC)

 

A Percentagem de Poder de Compra (PPC) reflete o peso do poder de compra manifestado regularmente em cada município ou região no total do país (para o qual a PPC assume o valor de 100%).

A estrutura regional da PPC em 2015 revelava que as regiões NUTS II Área Metropolitana de Lisboa e Norte concentravam dois terços do poder de compra manifestado regularmente no país. Para este resultado, contribuíam de forma mais decisiva a própria Área Metropolitana de Lisboa (34%), simultaneamente região NUTS de nível 2 e 3, e a Área Metropolitana do Porto (17%). No conjunto, os dois territórios metropolitanos representavam mais de metade do poder de compra manifestado no território nacional.

Em 2015, o poder de compra per capita situava-se acima da média nacional em apenas 33 dos 308 municípios portugueses. O município de Lisboa apresentava o IpC mais elevado (214,54), sendo o único município a mais do que duplicar o índice nacional.

Porém, nas 14 primeiras posições correspondentes a um IpC superior a 110, encontravam-se ainda mais três municípios da Área Metropolitana de Lisboa: Oeiras (157,08), Cascais (122,72) e Alcochete (118,25). No território metropolitano do Porto, destacavam-se os municípios do Porto (161,43), de São João da Madeira (136,12), de Matosinhos (123,68) e da Maia (113,16).

Ao nível municipal, Lisboa destacava-se no contexto nacional ao representar 10% do poder de compra total. Em 2015, apenas mais 22 municípios concentravam individualmente mais de 1% do poder de compra nacional. Trata-se de municípios integrados nas áreas metropolitanas de Lisboa (Sintra, que era o segundo município a concentrar mais poder compra, com 4%, e ainda Oeiras, Cascais, Loures, Almada, Amadora, Seixal, Vila Franca de Xira, Odivelas e Setúbal) e do Porto (Porto, Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Santa Maria da Feira), bem como de municípios capitais de distrito (Braga, Coimbra e Leiria). Os municípios do Funchal (na Região Autónoma da Madeira), de Guimarães e de Vila Nova de Famalicão (ambos na sub-região do Ave) ainda faziam parte deste conjunto.

 

Fator dinamismo relativo (FDR)

 

O Fator Dinamismo Relativo (FDR) pretende refletir o poder de compra de manifestação irregular, geralmente sazonal, e que está relacionado com os fluxos populacionais induzidos pela atividade turística associados à dinâmica económica que persiste na informação de base para além da refletida no primeiro fator com maior poder explicativo extraído da análise fatorial — o Indicador per Capita do poder de compra.

O FDR é apresentado como variável estandardizada (com média igual a 0 e desvio-padrão igual a 1), adotando-se como unidade de medida para efeitos de análise o desvio-padrão da respetiva distribuição municipal. Tal como o IpC, o FDR é extraído a partir da matriz de 16 variáveis de base maioritariamente reportadas ao ano de 2015.

 

Indicador per Capita (IpC)

Maia 113,16 | Percentil 96/100

Portugal 100

Norte 92,09

Área Metropolitana do Porto 104,82

Mais elevado: Lisboa, Oeiras, Porto e SJ Madeira (percentil 99)

Mais baixo: Celorico de Basto, Cinfães, Ponta do Sol e Tabuaço (percentil 1)

 

Percentagem de Poder de Compra (PPC)

Maia 1,485 | Percentil 97/100

Portugal 100

Norte 32,093

Área Metropolitana do Porto 17,471

Mais elevado: Lisboa, Porto, Sintra e VN Gaia (percentil 99)

Mais baixo: Barrancos, Corvo, Lajes das Flores e Porto Moniz (percentil 1)

 

Fator Dinamismo Relativo (FDR)

Maia -0.494 | Percentil 12/100

Portugal -0,009

Norte - 0.281

Área Metropolitana do Porto -0.332

Mais elevado: Albufeira, Lagos, Loulé, Vila do Bispo (percentil 99)

Mais baixo: Campo Maior, Castro Verde, Entroncamento e Oeiras (percentil 1)

24-Nov-2017 às 11:15, Ana Sofia Silva

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