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Geração do Facebook

Geração do Facebook

Opinião de Miguel Correia.

Tenho de perguntar, caro leitor, sabe quem eu sou? Aquilo que faço? A minha história de vida é digna do seu “gosto” na minha página? Não utiliza o Facebook? Eu tenho o Instagram! Porque – e caso não tenha ainda reparado – tudo se resume à nossa prestação nas redes sociais. Porque o nosso estatuto (status quo) é medido pelo número de amigos ou gostos na nossa página. Mesmo que não se conheça aquela gente de lado nenhum. Estão lá, como numa montra, e é tudo o que importa! Talvez por isso alguns utilizadores usam as amizades como uma qualquer aplicação: instalam e removem conforme sua vontade… ou quando elas incomodam.

                Os nossos comportamentos mudaram radicalmente! Urge estar sempre ligado. Sair de casa sem o telemóvel (ou tablet) é mais grave que ter esquecido vestir as cuecas. Não tirar a foto à comida é bem mais grave que esquecer dar graças pela refeição. Certamente já pensou noutros exemplos que retractam a nossa mudança de atitude social. Tudo é publicado em busca da notoriedade e fama instantânea. Todos devem saber onde estive, quem me acompanhou e o que lá fui fazer. Quero que inundem a minha página de “likes” para eu ter a certeza que viram e ficaram roídos de inveja!

                Porque as redes sociais são o jornal diário. E, como tal, é necessário audiência e muitos seguidores. Mesmo que tamanha abertura seja sinónimo de ridículo, desespero e falta de noção do perigo que é partilhar informação pessoal com estranhos! Nada se faz sem este software do Diabo. Qualquer motivo serve para aceder às últimas publicações, tendências e discussões. É incrível a força demonstrada, pelas redes sociais, no que se refere à movimentação das massas para assuntos medianos, absurdos e sem qualquer importância! Comentários e mais comentários. Mas não esperem mais nada da participação cívica Tuga.

                Tenho esperança que esta fase (ou dependência) passe e que volte a ser possível tomar um café com amigos que consigam conversar e estabelecer contacto visual (em vez de estar constantemente a olhar para os ecrãs). Enquanto esse dia não chega vou espreitar o meu mural – para saber quantos leram este texto – e, também, aproveito para verificar se faço parte dos que se vestiram à pressa… sem cuecas!
23-Nov-2017 às 16:25, Ana Sofia Silva

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