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«É impossível ser feliz sozinho»

«É impossível ser feliz sozinho»

Recentemente empossado no cargo de Presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, concede a sua primeiríssima entrevista nessa qualidade.

Maia Hoje (MH): O que significa para si ser hoje o Presidente da Câmara da Maia?

António Silva Tiago (AST): Significa antes de mais, responsabilidade, dedicação e trabalho, muito trabalho. Sei que cumprindo a missão que a absoluta maioria dos maiatos me confiou, facto pelo qual lhes estou grato e me sinto muito honrado, empenhando-me dessa forma no exercício do cargo, estou certo que conseguirei inspirar e mobilizar a comunidade, para termos sempre a Maia em primeiro.

 

MH: Em que pode ser diferente do seu antecessor?

AST: Não vivo com a preocupação de querer ser diferente do meu antecessor. Quem me conhece sabe que não faz o meu género desperdiçar tempo e energias com esse tipo de obsessões. Além do mais, nutro pelo ex-Presidente Eng.º Bragança Fernandes, uma consideração e estima, que jamais me permitiriam cometer essa deselegância, principalmente com um amigo com quem partilhei sempre uma confiança e lealdade inabaláveis.

 

MH: No seu discurso de posse fez uma referência às pessoas que estiveram envolvidas no processo eleitoral. Isso quer dizer que não leu as notícias sobre a contestação aos resultados?

AST: Uma das minhas rotinas matinais é ler os jornais e ouvir as notícias na rádio. Quem tem as responsabilidades que eu tenho, não pode deixar de o fazer e eu faço-o até com muito interesse. E na verdade li essas notícias, mas confesso que nunca me preocupei com nada disso e limitei-me a aguardar serenamente que as autoridades competentes fizessem o seu trabalho e tomassem as decisões que a Lei impõe. E foi o que aconteceu, quando o Tribunal Constitucional confirmou por unanimidade a vontade livremente expressa pelos eleitores. Outra coisa bem diferente, é reconhecer que houve centenas de maiatas e maiatos, que no exercício pleno da sua cidadania participativa, colaboraram com responsabilidade e de uma forma muito generosa, a um domingo, num processo eleitoral com a importância das autárquicas. E essa entrega das pessoas a uma atividade cívica, num dia em que deixaram de estar com as suas famílias a conviver e descansar, merece do Presidente da Câmara, uma palavra de reconhecimento e apreço pela maturidade democrática que esse gesto demonstra. Isso é motivo de orgulho para toda a comunidade concelhia da Maia.

 

MH: Os jovens ocuparam uma boa parte da sua intervenção na tomada de posse. Podemos deduzir que está preocupado com o futuro dos jovens maiatos?

AST: Quer dizer sobretudo que me quero ocupar com esse assunto. Olho para a comunidade numa perspetiva de solidariedade e coesão interageracional. E ao pensar nos nossos jovens, no intuito de tudo fazer para que fiquem no nosso território e aqui possam trabalhar, realizando-se pessoal e profissionalmente, constituindo aqui família e encontrem tudo para serem felizes, estou obviamente a pensar também na geração sénior, que desse modo viverá numa comunidade multigeracional mais solidária e animada por pessoas de todas as idades que contribuem proactivamente para o nosso bem-estar e felicidade coletiva. Entendo que não podemos dispensar a inteligência, a criatividade, o ímpeto empreendedor e inovador da juventude maiata, que possui hoje um elevado nível de formação e qualificação que nos podem ajudar também a ter sempre a Maia na primeira linha em várias dimensões.

 

MH: Como encara a transformação digital da sociedade que está em curso?

AST: Ainda que pareça uma contradição, encaro com preocupação e otimismo. Com preocupação porque tenho a perceção que a transformação digital, sobretudo aquela que decorre de um certo deslumbramento pela permanente inovação tecnológica, está muito focada no efeito surpresa junto dos mercados, ignorando os impactos que isso possa ter na destruição de postos de trabalho. Razão pela qual, vou estar muito atento e procurar sempre captar para a Maia, projetos de investimento produtivo, que criem emprego e gerem riqueza a nível local. E será nesse sentido que utilizarei o meu otimismo, no sentido em que irei procurar fazer de todas as dificuldades que possam surgir com a transformação digital, novas oportunidades para o nosso desenvolvimento social e económico.

 

MH: O plano de inovação de base territorial enquadra-se nessa estratégia?

AST: Sim claro que se enquadra, embora seja apenas um dos instrumentos para a execução de um programa mais vasto que visa a sustentabilidade integral. E esse sim, esse é um objetivo mobilizador de toda a comunidade. Só teremos um futuro de confiança se todos nós maiatos, todos juntos, participarmos na construção de uma Maia integralmente sustentável. Esta é uma missão de cidadania que diz respeito a cada pessoa, cada família, cada instituição e empresa, cabendo ao Município assumir a responsabilidade da boa gestão do ambiente, do planeamento territorial, da mobilidade e de todas as dimensões que têm impacto na sustentabilidade integral. Penso que se compreende melhor a utilidade de um plano de inovação de base territorial, se olharmos para o nosso território concelhio e percebermos que a inovação é imprescindível para não ficarmos para trás. Mas também é muito importante entender que todos os atores locais são chamados a participar e assumir, cada um por si, as responsabilidades que lhes são próprias, para que a evolução técnica e tecnológica, não resulte numa ameaça ao desígnio de termos um futuro integralmente sustentável.

 

MH: Foi por isso que colocou a tónica nas pessoas?

AST: Sem dúvida. Nada faria sentido se não tivesse origem e finalidade nas pessoas. Um território só é uma comunidade se tiver no seu seio pessoas. De entre os atributos que mais e melhor diferenciam qualquer território é precisamente o fator humano, nas suas qualidades e carismas. E ai, creio que todos nós temos muitos motivos para estarmos orgulhosos da nossa pertença identitária. A Maia é uma terra de gente laboriosa, criativa, talentosa e determinada cujo engenho e capacidade de concretizar sonhos,  faz jus à dita de ser herdeira do Lidador.

 

MH: Que medidas estão no topo das suas prioridades?

AST: Não quero cair no lugar comum de dizer que são todas. Mas há realmente áreas que são sempre prioridades quotidianas para quem tem os olhos postos no futuro. Por exemplo a educação, que na Maia vai continuar a merecer uma atenção muito especial, para que o patamar da excelência seja alcançado pelo maior número possível de crianças e jovens. Temos de lhes proporcionar, cada vez mais, um ensino de excelência e diferenciador que as capacite para se integrarem na sociedade com as melhores qualificações possíveis. Por isso vamos investir na formação ao nível das TIC’s e do Inglês a partir do pré-escolar. Mas também daremos prioridade à coesão e desenvolvimento social, concedendo toda a atenção às famílias em dificuldades, principalmente aos agregados mais idosos, carenciados e com deficientes e com pessoas portadoras de doenças incapacitantes. Na verdade, a prioridade das prioridades são as pessoas. E para isso conto comigo no Executivo Municipal, com uma equipa constituída por pessoas dotadas de competência e sensibilidade que me ajudarão a ter um olhar e um cuidado abrangente, para que as pessoas se sintam sempre em primeiro. Confio inteiramente nos vereadores que me acompanharão no trabalho quotidiano. Nutro por todos uma consideração e confiança plena na sua lealdade e disponibilidade, por isso parto para o exercício da minha missão de presidir aos destinos da Câmara Municipal, com a serenidade de quem acredita nas virtudes da dedicação, do empenho e do trabalho em equipa. Como diz aquela bonita canção do Tom Jobim “… é impossível ser feliz sozinho…”. E num certo sentido é esse o desafio que imponho a mim próprio, é ser feliz, acrescentando à minha própria família, esta grande família que é a Maia.        

08-Nov-2017 às 15:58, Ana Sofia Silva

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