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«As pessoas escolhem a Maia para viver por alguma coisa»

«As pessoas escolhem a Maia para viver por alguma coisa»

“Maia Em Primeiro” é uma das coligações políticas que concorre à CM Maia e à Assembleia Municipal. Com maioria no actual executivo, apostam na continuidade do projecto que levou a um crescimento demográfico de 12,5%, bem acima da média da Área Metrop

MaiaHoje (MH) –  Como nasce esta candidatura?
António Silva Tiago (AST) – Eu sou um cidadão do concelho da Maia, onde nasci, onde sempre vivi, onde constitui família e onde sempre trabalhei. Tenho uma longa experiência autárquica, em termos executivos fundamentalmente, e, portanto, acho que esta candidatura à presidência da Câmara Municipal da Maia assenta-me como uma luva. Estou identificadíssimo com esta nova abordagem e, por isso, estou empenhadíssimo em ganhar as eleições em outubro e fazer mais e melhor pelo meu concelho e pelos maiatos.

MH – Até hoje o seu trabalho tem sido mais de bastidores. Concorda com isto ou não?
AST - Concordo. Como sabe, fiz parte de uma equipa onde presidiu à Câmara o doutor Vieira de Carvalho e depois o engenheiro Bragança Fernandes. São duas pessoas diferentes. Eu fiz parte dessas duas equipas ao longo de todos estes anos e tive que desenvolver atividades que me obrigaram a estar mais dento de portas. Em todo o caso, conheço muito bem o concelho, conheço as pessoas deste concelho, quer aquelas que nasceram cá, quer aquelas que escolheram a Maia convictamente para viver. Tenho total confiança na sabedoria dos maiatos e nas pessoas com quem, ao longo destes anos, construi um projeto ganhador e de excelência. Acho que vou conseguir fazer mais e melhor na presidência da Câmara, com outra abordagem, em que eu vou estar ainda mais disponível para ouvir as pessoas. É isso que estou a fazer neste momento e é isso que irei fazer no futuro quando for eleito presidente da Câmara. 

MH – Algumas candidaturas consideram que a Maia esteve estagnada nos últimos dez anos. Qual é a sua opinião à cerca disto?
AST - Acho que isso é uma completa mentira. Só o dirá quem não conhece a Maia, que é um concelho fortíssimo, financeiramente saudável. Conseguimos, nos últimos 14 anos, reduzir a dívida a uma insignificância de 38 milhões de euros, quando há 14 anos a Câmara tinha uma dívida a médio longo prazo na ordem dos 200 milhões de euros. Fizemo-lo muito bem, sem pôr em causa tudo e todos. Os maiatos estiveram e estão sempre no nosso pensamento e, portanto, a Maia é hoje o concelho mais exportador da Área Metropolitana do Porto, é o segundo mais exportador da região norte e o quinto mais exportador do país. Isso é um fator de prosperidade e qualidade de vida. Por isso, considero essa afirmação uma tremenda mentira, alvo de quem não conhece o que é a Maia.

MH – Recentemente, ouviu-se falar que, desde 2011, a Maia foi um dos três concelhos que viu crescer a sua população, ou seja, isto contraria um pouco a ideia de estagnação, certo?
AST – As pessoas só escolhem um espaço geográfico para viver se ele for suficientemente atrativo para elas o escolherem convictamente e a Maia, nos últimos 12 anos, foi o concelho que mais cresceu ao nível da atratividade de pessoas. Cresceu 12,5%. Portanto, todos os outros municípios da Área Metropolitana do Porto ficaram aquém. A média da Área Metropolitana do Porto, em termos de crescimento demográfico, é de 0,4%. Portanto, isso é sintomático, diz tudo. Um outro número que vem em abono e contraria essa mentira é que a Maia é o segundo concelho da área Metropolitana do Porto que tem a maior percentagem de pessoas com formação superior concluída e só muito recentemente a Maia tem uma universidade, o ISMAI, que ganhou essa equivalência. 

MH – O que é que está em jogo nas próximas eleições? O futuro da Maia? Das pessoas?
AST - Está em jogo as pessoas e o futuro dessas pessoas.

MH – Poderá ser assim tão mau se houver uma mudança?
AST – É desastroso porque aquilo que eu vejo nas outras candidaturas é um total desconhecimento da realidade. Confundem-na com uma ficção. Os maiatos são pessoas que sabem distinguir a realidade da ficção e sabem muito bem escolher os seus autarcas e os seus governantes. Esta candidatura que eu corporizo e lidero, “Maia em Primeiro”, afirma-se por um passado ganhador, um presente ganhador e um futuro ainda mais ganhador, onde a afirmação do concelho não é uma concorrência desleal, mas sim sadia e uma competitividade que queremos, diariamente, disputar, saudável, mas de uma forma convicta para que as pessoas que aqui vivem, trabalham e que nos visitam gostem de aqui estar.

MH – Desde que está na Câmara Municipal sempre teve pelouros ligados à indústria, ao comércio e ao desenvolvimento, portanto, sempre ligado à gestão. Em termos de gestão, acha que tem perfil para ser presidente da Câmara?
AST – Eu tive muitas áreas de governação. Recordo-me que fui eu que criei o pelouro a Juventude que, há cerca de 20 anos, não existia no município. Hoje temos um conjunto de equipamentos que apoiam a juventude e que eu quero fortalecer de outra forma, em termos de apoio aos jovens, que tenham a oportunidade de escolha, depois da formação académica, e que não tenham que sair da Maia para terem um futuro confortável. Recordo-me que desenvolvi um plano ao nível da habitação social. A Maia conseguiu, durante uma década e meia, desenvolver um plano de fomento ao nível da habitação social e construir mais de 2 500 fogos. A Maia era menos qualificada ao nível do urbanismo e, comigo a coordenar essa área de intervenção pública, é hoje um concelho que se pode orgulhar, onde a qualidade construtiva do edificado é elogiada por muitos e é uma referência, quer nacional, quer internacional.
O ambiente, outro dos meus pelouros, que é uma marca distintiva, onde os célebres slogans “Maia, em primeiro lugar o ambiente” e “Sorria, está na Maia” têm uma relação muito forte com a realidade. Basta dizer-lhe que a Maia é o primeiro concelho do país com o modelo de recolha seletiva porta a porta. Portanto, tenho uma larga experiência em todas essas áreas.
Na economia, com ligação às empresas, a Maia corresponde hoje a 3% do produto interno bruto português, isso quer dizer que temos mais de 20 mil empresas instaladas no concelho.



MH – A Maia ainda é um dormitório do Porto?

AST – A Maia nunca foi um dormitório do Porto. É uma noção completamente distorcida porque a Maia sempre se assumiu como um espaço com identidade própria. Se fechássemos a Maia com um muro a toda a volta, teríamos emprego para toda a população ativa do concelho. Portanto, os maiatos não precisavam de sair do concelho para ter emprego qualificado e com um rendimento de trabalho que permita aos nossos munícipes ter, se quiser, uma segunda posição em termos de rendimento per capita na Área Metropolitana. Só o Porto é que tem, em termos per capita, um rendimento superior ao rendimento dos maiatos.

Tudo isso são verdades estatísticas, que não são produzidas por mim, e que são evidenciáveis através do INE e de outras instâncias insuspeitas para nos darem esses valores que são indesmentíveis.

MH – Com Silva Tiago, irá continuar o cerco que afeta a Maia em termos de portagens, nas ex-scuts?
AST – Eu vou travar essa luta. Acho uma injustiça aquilo que foi feito na Maia com os pórticos, fundamentalmente na A41 e aqui no centro da cidade. Acho que é um desafio que temos que ganhar, mas esse desafio só se ganha com conhecimento e com argumentos válidos. Portanto, aquilo que irei fazer é apresentar, a quem nos governará no momento certo, um conjunto de argumentos inquestionáveis e que convençam quem decide esse tipo de assunto que, neste caso, é o governo da nação que sei que tem contratos com concessionários de autoestradas.

MH – Em caso de eleição, quais são os projetos que considera mais prementes para a Maia?
AST – Os projetos que ainda são desejáveis para a Maia e que vou trabalhar afincadamente são projetos de vária ordem, em que alguns deles já estão em pleno desenvolvimento. Por exemplo, no âmbito do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, o município da Maia já tem assegurado, através dos fundos comunitários 2020, investimentos que rondam os 50 milhões de euros. Esses investimentos serão aplicados na Cidade Desportiva, no quarteirão central onde se encontra o Estádio Dr. José Vieira de Carvalho e os Complexos de Ténis e de Ginástica. Estamos já a desenvolver um Skate Parque, o maior do país, com o desenho de um skater que é arquiteto. Vamos humanizar todo aquele quarteirão. A somar a isso, iremos fazer um belíssimo jardim na Urbanização do Sobreiro. Vamos reabilitar, já o começamos, mas vamos agora incrementar, através de ajudas do PEDU e do PAICD – Plano de Ação Integrada para as Comunidades Desfavorecidas, que são dois sub-programas que se inscrevem no Portugal 2020, através da eficiência energética, vamos poder requalificar todos os edifícios que ainda estão por requalificar no Sobreiro, Maia I e Maia II. Em 2017 vamos requalificar um bloco, mas em 2018 e 2019 vamos poder desenvolver esses investimentos. Vamos também intervir na mobilidade, melhorando os percursos pedonais, criando uma rede de ciclovias, porque estes programas comunitários têm uma vertente muito focalizada na sustentabilidade, na mobilidade urbana, nos modos suaves e nas zonas de 30, onde as velocidades de trânsito rodoviário são baixas. Vamos ainda intervir no Castêlo da Maia, com investimento na Praça 5 de Outubro, na zona do mercado, em Águas Santas e Pedrouços com zonas cicláveis, no Terreiro de Gueifães e na zona envolvente à Igreja Nova de Gueifães. Vamos construir um Centro Comunitário no Sobreiro.


 MH – Mas quase tudo isso são obras para o centro da Maia e há quem diga que é sempre no centro da Maia que se fazem as obras. A Maia é o centro e o resto é paisagem. É o que se tem dito. Concorda com isto?
AST – Não necessariamente. Isso é um sofisma que as pessoas usam, mas que eu, que conheço muito bem a realidade do concelho, não concordo. E a prova é esta. Neste momento, a Câmara Municipal está a substituir seis pisos sintéticos de campos municipais de futebol em Folgosa, São Pedro Fins, Nogueira, Cutamas, Pedras Rubras e Águas Santas. E há bem pouco tempo substituiu o campo de treinos do Estádio Dr. José Vieira de Carvalho, o relvado do Estádio Municipal Costa Lima e o Estádio Municipal de Pedrouços. Portanto, estamos a falar em nove intervenções em nove espaços geográficos do concelho e o número de parque de jogos que o município tem são treze. Dentro de dias vai ter início a construção de um novo Pavilhão Municipal em Pedrouços, uma obra adjudicada e que já tem visto do Tribunal de Contas. Uma obra que custa ao município 1600 mil euros. Portanto, coisas reais e concretas que mostram que a Câmara Municipal não faz só obras no centro da cidade. A nossa intervenção é global.
A Maia não pode ser pensada a quatro anos. A Maia tem que ser pensada, no mínimo, a uma década e estes investimentos do PEDU alavancam ou podem alavancar no Plano Juncker outros 50 milhões. O Plano Juncker existe para ser um complemento do Portugal 2020. Portanto, temos projetos para apresentar, num futuro próximo, uma candidatura ao Plano Juncker. Vamos querer intervir no Rio Leça, criando um corredor pedonal. 

MH – Vamos ter os passadiços do Leça?
AST – Vamos ter os passadiços do Leça e o nosso desejo é que eles sejam desde Santo Tirso até Leça da Palmeira. Vamos querer, nesse âmbito, fazer uma praia fluvial junto ao Leça, provavelmente na zona de Milheirós, junto aos açudes, mas é algo que o projeto e essa candidatura irá determinar. Vamos querer fazer um Centro de Excelência de Bem-Estar Animal, que é um projeto que não existe no país. 

MH – Ainda se abatem animais na Maia?
AST – Não se abatem animais na Maia, portanto, este projeto será o top dessa visão a nível nacional. Vamos querer fazer um equipamento, que já estamos a conceber, já temos o projeto, e vamos ver se temos enquadramento comunitário para o desenvolver esse Centro de Excelência de Bem-Estar Animal onde poderá ter uma loja, uma clínica, um hospital, um hotel. Por exemplo, no Sobreiro, muito recentemente, disponibilizamos espaços à Cão Viver, ao Cantinho do Tareco e aos Amigos Picudos. São estas associações que irão interagir neste projeto que já está definido que será localizado no Monte Penedo, em Milheirós, num terreno com cerca de 18 mil m2. Juntamente com este projeto iremos criar um provedor do animal de companhia para que tudo fique devidamente salvaguardar para que também nisso nós estejamos em primeiro lugar.
Já no campo do ambiente, quando fizermos a renovação da frota ligeira da Câmara, iremos substituí-los por veículos elétricos porque é uma solução muito mais sustentável. Temos um projeto que é o “Living Lab” em que queremos transformar a maia na primeira cidade em que o balanço de carbono é zero e para isso é necessário haver um conjunto de políticas ao nível da eficiência energética nos edifícios, a mobilidade sustentável, através de veículos elétricos e bicicletas. Vamos também apostar na mobilidade dentro do concelho. O Maia Transportes vai assinar dentro de dias, no âmbito da área metropolitana do Porto e com a Câmara Municipal, um protocolo nesse sentido, em que há um conjunto de linhas de desejo, isto é, são linhas que as pessoas pretendem que existam.
Vamos também querer intervir nos quatro espaços que o concelho dispõe. São dois mercados e duas feiras. Estamos a desenvolver, em parceria com a Associação Empresarial da Maia, um estudo de comércio, concretamente, de comércio tradicional que se encontra debilitado. Portanto, vamos potenciar um comércio mais qualificado.

MH – Trata-se, em vários casos, de dar continuidade ao trabalho que foi feito nos últimos quatro anos?
AST – Sim. Há um projeto que eu gostava de fazer acontecer que seria tonalizar a N14 que atravessa a cidade. A N14 é um corredor em escavação. A minha ideia era torná-la num túnel e ligar as duas margens da cidade num vale verde, num parque de lazer no centro. O concelho da Maia merecia.
Compramos a Quinta dos Cónegos e vamos querer construir lá um Parque Urbano para a cidade e para o concelho e um hotel das artes, onde poderemos receber os artistas, quer nacionais ou internacionais.
A Maia tem hoje uma educação de excelência, tem um parque escolar com uma enorme qualidade e tem um conjunto de atividade extra-curriculares de suporte à famílias.

MH – Tivemos notícia de que a Maia é o concelho que tem mais pessoas licenciadas com o curso concluído.
AST – É verdade. E também é verdade que a Maia é o único município do Porto onde a população escolar tem aumentado. Portanto, nos últimos anos, esse é um aumento positivo enquanto que nos outros municípios há um decréscimo da população escolar e o aumento aqui cifra-se em 7%. 

MH – Tecnologicamente, a Maia está à frente, acompanha ou anda a reboque?
AST – Está à frente, mas nós queremos evidenciar-nos ainda mais pela positiva, munidos de um conjunto de ferramentas mais avançadas que existem hoje quer em termos de tablets, quer com smartphones. Vamos desenvolver e pôr à disposição das nossas crianças a partir dos 3º e 4º anos do ensino básico, de forma a que essas ferramentas digitais sejam um complemento perfeito dos livros em formato papel. Queremos que as crianças possam confrontar-se com este mundo globalizado para que esses desafios sejam mais facilmente vencidos. 

MH – Quer deixar alguma mensagem aos maiatos?
AST – Sim, a minha mensagem é fundamentalmente de esperança e de confiança no futuro. De esperança no futuro porque estou convicto que somos um município ganhador em que as pessoas e a Maia estão sempre em primeiro. E de confiança em mim e na equipa que eu apresento às próximas eleições. &

25-Sep-2017 às 15:56, Ana Sofia Silva

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