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A essência da questão.

A essência da questão.

Opinião de Miguel Correia.

Finalmente consigo compreender porque existem tantos anúncios a aparelhos auditivos! Uma invenção que – apesar de pequena – é essencial para que ninguém fique excluído das conversas de café ou das más notícias que, diariamente, são transmitidas durante o jantar. Por vezes, um comentador especializado (sabe Deus em quê!) faz questão de pintar um cenário mais negro. E há tantos especialistas da desgraça…
Lembrei-me disto graças ao roubo do armamento em Tancos. Nós, Tugas, somos considerados tão pacíficos que até fico estupefacto por saber que temos armas e munições guardadas num armazém. Perdão. Tínhamos. Acaba por ser bastante irónico ver uma base militar à mercê de um qualquer grupo de meliantes que resolveu assaltar um paiol por um buraco numa rede. E que ninguém pense atribuir falhas à qualidade da rede (ou serviço de montagem), porque um repórter já conseguiu descobrir e entrevistar a empresa responsável pela reparação que assegura não ter utilizado material chinês!
A vida militar é dura. Confirmo. Fiz a inspecção obrigatória (um dia inteiro) com grande esforço para sobreviver aos cozinhados da cantina: o pedaço de frango parecia ter sido abatido em combate (ainda tinha penas). Compreendo as dificuldades em gerir um armazém sem videovigilância, sensores de movimento e torres de vigia em risco de colapso. As rondas são efectuadas duas vezes ao dia e com o terço na mão. Porque, em caso de ataque, só se podem defender à paulada. Há mais de trinta anos, por decisão das chefias, que as vigias são efectuadas com os carregadores de munições selados. Não vá aquilo disparar e desperdiçar munições.
Um jornal espanhol conseguiu divulgar a lista de armamento furtado. Algo que, os militares lusos ainda não conseguiram averiguar. Muito se tem falado na comunicação social sobre este assalto de mestre, no qual, se destaca a facilidade com que as armas foram transportadas. Acreditem, caros leitores, conheço empresas de mudanças que não conseguem tamanho grau de eficiência com mobiliário. O assalto prejudicou a imagem das forças armadas. Seria de esperar – à moda americana – uma resposta pronta. Um edifício destruído, um grupo de meliantes capturado, enfim, um gesto para sossegar, mostrar e clarificar que estamos preparados e não admitimos brincadeiras! Nada se viu…
Em Terras Tugas tudo é peculiar! Retiramos toda e qualquer importância aos gatunos. Ninguém está preocupado com as armas desaparecidas (com alguma sorte até nem funcionam). A nossa resposta reflectiu-se na organização militar que, basicamente, foi a vítima disto! Altas patentes demitiram-se. A estrutura está sobre investigação. Tudo passado a pente muito fino. Considero uma atitude insultuosa para com os responsáveis do furto. Afinal, estamos perante um crime (quase) perfeito e, sinceramente, ninguém deu o devido destaque ou crédito pelo servicinho.

25-Sep-2017 às 12:10, Ana Sofia Silva

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