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Vamos a votos… Mas quem irá vencer?

Vamos a votos… Mas quem irá vencer?

Opinião de Orlando Leal.

Após a análise realizada na edição anterior sobre aquilo que era a minha visão para os resultados eleitorais das juntas de freguesia do concelho, é, pois, agora o tempo de me debruçar, conforme anunciado com as votações para a Câmara e Assembleia Municipal.
Após um fim de ciclo, por limitação de mandatos do atual presidente da câmara municipal o PSD/CDS lança agora a candidatura do atual número dois da autarquia. O que não trará nada de novidade, e é geralmente o que acontece neste tipo de casos, mas a grande surpresa vem do lado do PS, que coligado com o JPP apresenta o filho de Vieira de Carvalho, o antigo líder no município, o que pode vir a baralhar as contas, pois ao contrário do que aconteceu há 4 anos atrás, trata-se de um candidato da terra, e sobretudo com ligações ao eleitorado do PSD e CDS, facto ao qual devemos acrescentar o reforço da candidatura com alguns históricos laranja que ao longo do tempo se foram afastado da linha regente da Câmara Municipal.
Claro que houve também alguns socialistas (que em bom rigor não me parecem ser assim tantos) que ficaram descontentes com a solução apresentada e poderão optar por um voto diferente do que costumam fazer.
Mas o que é claramente notório é que a campanha tem sido mais viva que o costume, com uma maior proximidade do PS aos diferentes locais e entidades do concelho, a publicação de sondagens para todos os gostos, ou até mesmo uma série de debates com todos os candidatos a participarem. (pelo que me lembro o candidato do PSD não ia a um debate há pelo menos 16 anos, ou seja, desde o tempo do Professor Vieira de Carvalho).
Com tudo isto, associado à continuidade da candidatura da CDU na atual Vereadora dessa coligação é normal que se possa prever uma maior proximidade eleitoral, com a atual maioria a poder perder eleitorado e a oposição a ganhar.
Se me pedissem para fazer um prognóstico apontaria para 5 vereadores para o PSD/CDS, 4 para o PS/JPP e 1 para a CDU. Sendo que o ultimo eleito resultaria da disputa ente o sexto da atual maioria, o quinto do PS/JPP e o primeiro do Bloco de Esquerda, que até pode ser decidido com a maior ou menos abstenção e de quem conseguir solidificar melhor o seu eleitorado fixo.
Ou seja, os cerca de 25% de vantagem das ultimas eleições poderão dar, à partida, uma vantagem clara para a atual coligação no poder, mas o povo será soberano, e até ao ultimo voto ser contado ninguém ganhou, muito menos com maioria, pelo que a Maia poderá até ser uma surpresa da noite eleitoral.
Quanto à Assembleia Municipal, a atual coligação no poder parte também na frente, mas há que ter em atenção as garantias das maiorias, pois o presidente da Assembleia não é o cidadão da lista mais votada, mas sim o eleito entre todos os membros, e caso a votação seja mais equilibrada do que há 4 anos, onde a distribuição de eleitos estava com 17 para a posição e 16 para a oposição (excetuando presidentes de junta) não podemos afirmar à partida quem será o presidente do órgão a partir de 1 de outubro. Até pode acontecer uma força ter mais votos nas urnas e uma coligação negativa dar a presidência a alguém de outro partido. Se se faz isso para nomear o governo nacional também se pode fazer para a Assembleia Municipal da Maia
Aqui poderá, caso haja uma maior proximidade entre as duas forças mais votadas um cálculo de coligações pós-eleitorais com os restantes partidos que pelas minhas previsões poderão eleger entre os 6 e os 8 elementos (entre CDU, BE, PAN e eventualmente MPT), para além dos eleitos via junta de freguesia que terão sempre a tendência a ser o fiel da balança, mas como referi na ultima edição, haverá também aqui algo ainda a ser disputado, sendo mais uma vez fundamental entender o número total de abstenção, de fidelização partidária que irão influenciar o resultado final.
Assim relembro que o voto é um direito tão inalienável como o direito à abstenção, mas quando formos votar devemos faze-lo de forma consciente e séria daquilo que consideramos ser o melhor para a nossa terra.

 

22-Sep-2017 às 12:14, Ana Sofia Silva

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