Descubra mais sobre a Meteorologia na Maia

Tel: 22 406 21 26 | Email: geral@maiahoje.pt



Acreditando na tendência

Acreditando na tendência

Opinião de Luís Mamede.

A quinze dias do ato eleitoral, a tendência do voto plasmada na última sondagem para a Maia apresenta-se como plausível. Se assim não fosse, as inseguranças e a táticas usadas na conformação das listas, em particular do PSD/PP, e as intervenções em pura gaguez dos Silva Tiago e do Francisco Carvalho, não seriam confrangedoras.
Parece óbvio que a maioria do poder instalado, a ressoar do megalomanismo e despesismo do omnipresente Vieira de Carvalho e da presença tóxica do Presidente cessante até ao limite, não está a saber aliviar o desastre dos discursos que se impõem ao Presidente na forja; assim como a futura Vice ao estar no encalco do desaire de resultados e da baixa empatia do quer muito ser o Presidente, não trarão ventos suaves. Cálculos frenéticos que não dão tréguas nem descansam o Silva Tiago. A par disso, insiste em imagens e cartazes densos que em nada abonam para a frágil e doentia afirmação de uma liderança inexistente.
A sondagem confirma que a maioria será uma miragem e que o dissidente do PSD, apoiado por siglas em tamanho frouxo, não consegue destronar uma equipa que tão bem conhece, e que o pai tão delicadamente cuidou e alimentou. Os cerca de nove pontos percentuais de diferença até parecem confortáveis, dentro de uma derrota certa.
Os candidatos da direita concorrente, por um lado, e a desistência do PS em apresentar uma candidatura forte em conjuntura nacional favorável, por outro, favorecerão, por transferência de voto, os partidos mais à esquerda. Estou convicto que Francisco Carvalho vai buscar votos à maioria e que muito, ou dos poucos que ainda restam mas suficientes do PS, poderão cair nos boletins de voto da CDU e do BE.
Segundo a sondagem, existe a probabilidade destes partidos elegerem um vereador. A CDU já elegeu quem não se percebe nem sabe do que fala ou diz, e o BE, com mais afinco e energia, poderia, sem truques de magia, garantir a sua própria eleição. Sem irreverência caraterística e sem arruadas inteligentes terá de esperar pelo voto de desilusão dos simpatizantes do PS.
O medo e a orquestração da maioria são bem patentes. O desassossego tem vincos e a desistência do poder instalado no desenvolvimento, pela defesa e proteção das marcas territoriais são uma realidade. O investimento parou há décadas, a destruição da alma maiata prossegui com o Presidente cessante, a que o Presidente que saliva e que Vice ainda é, tratou de esquartejar. Os condomínios fechados em quintas desvirtuadas, em paredes meias com habitações indignas, proliferam e envergonham os mortais (poderei servir de guia). O que foi escrupulosamente mantido foi os mimos à rede de associações, as idas a cerimónias fúnebres, as presenças em procissões e os enfarta idosos em passeios para lavagem de cérebros cansados. Estou convicto que até o ‘rato mickey’ destronava os incapazes e os crescentemente inquietos.

 

Urbanista e Mestre em Gestão Pública

22-Sep-2017 às 10:12, Ana Sofia Silva

Escreva um comentário

Políticas Municipais em Saúde: para quando o sucesso junto dos munícipes? Políticas Municipais em Saúde: para quando o sucesso junto dos munícipes...

Opinião de Ricardo Oliveira.

Continuar a ler »