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Ângulo Recto - Navegação à solta!...

Ângulo Recto - Navegação à solta!...

Opinião de António Neto.

Desde muito pequeno que ouvia dizer que crescia num concelho cheio de potencialidades. Eu acreditava! Até porque o poder local democrático foi uma das principiais das conquistas de Abril que permitiu o desenvolvimento e a melhoria da qualidade de vida, aos vários níveis, nas freguesias e concelhos.
Um dia parti, ainda jovem para a cidade do Porto, onde durante muitos anos tive um papel activo na politica, incluindo autárquica com responsabilidades quer no Concelho, quer na freguesia, onde vivi.
Mais tarde, regressei para este nosso concelho e desde logo para aceitar um desafio politico, num contexto politico nacional adverso.
Nesse meu retorno sempre me foi transmitida a ideia de que estava num Concelho sustentável e amigo do ambiente. Mas a realidade prova que não é bem assim!
A poluição do Rio Leça é gritante o que nada o diferencia de um esgoto a seu aberto pondo em causa a saúde publica. Que o digam os moradores da zona ribeirinha, em Alvura, Milheiros e de outras zonas de habitação atravessadas por um rio que tem história e um papel fundamental no equilíbrio ambiental, se despoluído, e, com as suas fluentes a correr normalmente e limpas.
Mas se olharmos, também, para as ribeiras da Gandra e do Arquinho (fluentes do Rio Leça) verificamos o seu estado deprimente devido ao nível de insalubridade que se encontram!
Esta é uma matéria que tem sido sempre objecto de atenção por algumas forças politicas, mas para qual nunca houve empenho político da maioria de direita para o resolver mesmo sabendo a importância do rio para o Concelho.
A agravar a situação fomos surpreendidos, recentemente, pelo arranque estranho de árvores na Avenida Nossa Senhora da Natividade, em Pedrouços, que não foram substituídas por outras. Noutros locais do Concelho (como na Rua D. Afonso Henriques – freguesias de Aguas Santas e Pedrouços) as que morrem, caem ou são abatidas, não são substituídas, não havendo replantação de novas, proporcionando, nomeadamente, o estacionamento selvagem, o aumento da poluição e consequente degradação ambiental.

Num concelho com elevada circulação automóvel e concentração de edificado nas freguesias dormitório, as arvores revestem-se de uma importância vital pois ajudam a diminuir a poluição do ar, promovem o sombreamento, asseguram um ambiente calmo e reduzem a poluição sonora e os ventos, mantendo a unidade do ar e a saúde dos solos.
Há muitos aspectos que precisam de ser estudados e melhorados como o sistema de recolha seleccionada dos resíduos. Há ruas que são autênticos estaleiros de contentores de lixo que dificultam a circulação de crianças e idosos e pessoas com deficiência. Há a necessidade de aproveitamento de alguns espaços, propriedade da Câmara, próximos de zonas de elevada circulação automóvel, como espaços verdes. Há que não descurar, ainda, a devida limpeza das matas e lixeiras.
A recolha ao domicilio de resíduos sólidos (equipamentos domésticos) obrigando os moradores a colocá-los à porta sem curar das dificuldades de mobilidade e da capacidade de pegar em materiais pesados, em particular, por parte de pessoas idosas é tudo menos um procedimento que promova o meio ambiente saudável. Muitos são obrigados a deixar esses materiais na rua ou junto aos contentores do lixo.
As palavras levam o vento! A realidade é bem outra! Por isso, é imperiosa a mudança nos órgãos municipais derrotando a maioria de direita que há demasiados anos tem dirigido os destinos do Concelho.

                                                   

Técnico Superior Acção Jurídica/Formador
(Não escreve ao abrigo do novo acordo ortográfico)

 

21-Sep-2017 às 17:30, Ana Sofia Silva

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