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JPP quer dizer juntos pelo poder???

JPP quer dizer juntos pelo poder???

Opinião Vitor Dias.

A minha cultura democrática impele-me a saudar todos os cidadãos que no uso pleno dos seus direitos cívicos se chegam à frente, para se apresentarem à sufrágio eleitoral, a 1 de Outubro.
Em nome dessa cultura democrática, penso que me é reconhecido o direito de livre e democraticamente questionar tudo quanto pode e deve ser questionado.
Assim, para além das candidaturas cujos projetos políticos se encontram já relativamente bem alinhados, em ideias programáticas devidamente estruturadas, que nos permitem ir formando uma opinião razoavelmente consistente, a respeito do rumo e dos principais desígnios, a que os seus líderes se propõe conduzir-nos, há uma candidatura ainda muito envolta numa certa confusão.
 Persiste nessa candidatura, uma certa indefinição política e, porventura muito pior do que isso, uma agregação de pessoas que até há bem pouco tempo, se encontravam posicionadas em latitudes ideológicas e até sociais, diametralmente opostas. Numa oposição que fazia crer que o seu realinhamento era social e 
politicamente muito improvável.
Em Democracia tudo isso é possível e mesmo legítimo, sobretudo se o povo assim o desejar, sim, porque o povo é soberano e é na sua vontade que reside o poder. Razão pela qual  é tão disputado o seu voto.
E como eu sou povo, dadas as minhas humildes mas honradas origens, creio que também posso muito legitimamente perguntar. Perguntar se a salada em que se junta o JPP e um partido tão respeitável como o PS é fruto de uma vontade genuína e pacífica dos seus militantes, ou é apenas resultado de uma perceção meramente tática dos seus atuais líderes locais, para tentar conquistar o poder.
É que entre estar juntos pelo povo ou juntos pelo poder vai uma enorme distância. Vai por exemplo a distância que afasta os militantes do PS da Maia, entre os que queriam uma candidatura genuinamente socialista e os que cozinharam a candidatura da amálgama, desrespeitando os seus camaradas que sempre se bateram e deram o corpo ao manifesto, por candidaturas próprias que nunca desvincularam a matriz eleitoral do seu partido, das soluções políticas e eleitorais que sucessivamente apresentaram aos maiatos. Essa é insanável diferença que afasta os socialistas maiatos, dividindo-os entre os que apoiam os que estão juntos pelo poder e os que queriam listas socialistas autênticas e com rostos de pessoas que sempre serviram o seu partido militantemente.
O PS embrulhou-se numa candidatura que mais parece um aeroporto, quer dizer, aterrou lá de tudo um pouco, embora continuem longe da base, muitos socialistas que não se deixam manobrar pela torre de controlo que lhes quer dar coordenadas nas quais eles não se reconhecem.   
Felizmente, somos todos livres de pensar e decidir. De decidir segundo o nosso próprio juízo, para o qual devemos sempre fazer todas as perguntas, esperando que as respostas sejam esclarecedoras e nos ajudem a discernir sobre quem efetivamente está junto pelo povo e quem está apenas junto pelo poder…
24-Jul-2017 às 11:22, Ana Sofia Silva

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