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Pensar e planear o futuro

Pensar e planear o futuro

Opinião de António Silva Tiago.

Nas organizações humanas, como é o caso das comunidades e muito em particular das comunidades de trabalho, é fundamental a existência de pensamento crítico que reflita sobre a realidade e promova o planeamento para o futuro coletivo.
É da natureza humana agir segundo as perceções da sua visão. Todos nós caminhamos por percursos orientados pela sensibilidade da nossa visão, seguindo o que está diante os nossos olhos.
No entanto, quando falamos de visão estratégica, estamos a referir-nos precisamente a um caminho que ainda não se vislumbra, quer dizer, ainda não está ali ao alcance dos olhos de todos nós.
Pois bem, ter visão estratégica para liderar uma organização humana, por exemplo uma autarquia, é hoje uma qualidade imprescindível.
Na prática, visão estratégica é a ação de pensar e planear o futuro, partindo do conhecimento concreto da realidade atual, para estabelecer metas e objetivos realistas e bem definidos. Bem definidos quanto ao horizonte temporal em que se devem concretizar, quanto aos recursos que é necessário afetar para os atingir e, naturalmente, quanto aos métodos de controlo, para ir medindo a sua efetivação ao longo do percurso.
Como facilmente se compreenderá, não basta que uma organização tenha uma boa visão estratégica para o seu futuro coletivo, é absolutamente essencial que todas as pessoas que a integram, estejam plenamente conscientes e alinhadas com as metas, com os objetivos, com os recursos e sistema de avaliação adotados, com vista a que se consiga a máxima adesão e eficácia possíveis.
 Assim, revela-se igualmente de importância crítica, que na visão estratégica se incorpore a estratégia de comunicação, precisamente para que se ponha em comum a partilha dos objetivos e metas.
Para quem tem a responsabilidade de servir uma comunidade, liderando a condução dos seus destinos, a visão estratégica e a sua eficiente e eficaz comunicação é tão importante como uma gestão corrente rigorosa e parcimoniosa.
Governar um território nas suas múltiplas dimensões, material, humana, social e económica, perspetivando um horizonte de futuro a médio e longo prazo, não dispensa a responsabilidade de ter uma visão estratégica que garanta à comunidade, a segurança de saber que há um caminho certo e seguro para nos levar onde sonhamos, desejamos e queremos estar no tempo previsto.


Vice-presidente da 
Câmara Municipal da Maia 

24-Jul-2017 às 11:10, Ana Sofia Silva

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