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Xenofobia(s)

Xenofobia(s)

Opinião do diretor de informação, Artur Bacelar.

Esta semana um candidato autárquico do PSD foi apelidado de xenófobo por ter dito que há «excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas» e que «temos uma cultura com dois tipos de coisas preocupantes: uma é haver grupos que, em termos de composição de rendimento, vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado, outra é acharem que estão acima das regras do Estado de direito… É preciso esclarecer o seguinte: o Estado de direito não pode ter medo de grupo nenhum nem de minorias nenhumas, tem de estar acima de tudo… A etnia cigana, quer em Loures quer no resto do país, tem de interiorizar o manual do Estado de direito».
O povo português não é xenófobo e a meu ver, o candidato apenas disse o que toda a gente pensa, mas nunca teve coragem de o dizer em público. Tratou-se de uma opinião, livre em democracia e não um acto xenófobo, pelo que é incompreensível que ditos democratas como os do Bloco de Esquerda, tenham de imediato apresentado queixa, por xenofobia, na PGR, Ordem dos Advogados e Comissão pela igualdade, onde acusam que «o ora denunciado ultrapassa os limites da liberdade de expressão». O BE tem que perceber que a liberdade de expressão não é só para quando nos interessa é para sempre. Onde está a democracia?
Resultado: PSD esteve bem não aceitando pressões e mantendo o candidato, elevou-se à condição de voz popular. O CDS esteve mal, demarcou-se de um facto político e cedeu ao populismo lobista do BE. O PS esteve mal a exigir que Passos Coelho tirasse o tapete ao candidato. O PCP esteve bem, criticou como era seu dever, mas manteve a aceitação da pluralidade de opinião não embarcando na atitude do BE.
No meio disto tudo é necessário perceber que o 25 de Abril muito nos trouxe nesta matéria, mas perdemos algo muito importante, o dever de cidadania de acusar e denunciar quem está a “roubar” o estado e consequentemente todos nós que pagamos impostos.

Mai(s)a do mesmo

Por terras do Lidador assistimos no passado dia 7, à publicação num diário nacional de um anúncio público de formação de coligação eleitoral do PS e do JPP, cujo nome indicavam ser “Vieira de Carvalho 2017”. Passados apenas cerca de 10 dias, no dia 19, no mesmo diário, reaparece o mesmo anúncio, com o mesmo texto, mas altera o nome para “Um Novo Começo”. Em que é que ficamos?
Na passada semana não gostei de um comentário velado do candidato de “Um Novo começo” a uma funcionária da CM Maia. Depois da troca azeda de algumas palavras que incluía nomes de familiares e alusões a recordações sobre entradas para a Câmara, o candidato termina com a frase «Como funcionária pública, devia ter mais atenção ao que escreve e ao que diz… Fica o conselho (para memória futura)». Não fica bem ao candidato, seja por que motivo for dar “conselhos de memória futura” e manter um diálogo tão extenso com um funcionário de uma autarquia à qual se candidata, até porque poderá ser considerado, pelo menos, “um mau começo”.
Um outro candidato, da mesma coligação, continua a divulgar cartas, notícias e emails passados, que gosto de ler. Tudo normal e no seu direito, o que me chamou à atenção foi o facto de numa dessas divulgações, a 29/6, de um email de 2011, ter assumido que cometeu «uma ilegalidade, avançando com obras sem o parecer dos técnicos». Como é possível?
24-Jul-2017 às 10:40, Ana Sofia Silva

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