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Clube dos Pensadores internacionaliza-se com José Ramos-Horta

Clube dos Pensadores internacionaliza-se com José Ramos-Horta

Ao fim de 11 anos, o Clube dos Pensadores internacionaliza-se no seu 116º debate ao receber José Ramos-Horta, vencedor do Prémio Nobel da Paz, no passado dia 1 de junho.

José Ramos-Horta notabilizou-se pelo seu contínuo esforço para terminar com a opressão em Timor-Leste, levando o seu país à independência. Exerceu as funções de ministro dos Negócios Estrangeiros e Presidente da República. No passado dia 20 de maio fez 15 anos que Timor-Leste se tornou independente e terminou com a ocupação Indonésia, iniciada em 1975, assim como, com os conflitos entre timorenses nacionalistas e outros ligados à Indonésia. Fazendo um balanço destes 15 anos de independência sobre a construção do estado e recorrendo a estudos da ONU, Ramos-Horta diz que «Timor-Leste está melhor que todos os outros países africanos com exceção de África do Sul e Cabo Verde. Houve um grande desenvolvimento, tendo em conta que a missão da ONU teve a duração de apenas dois anos. Entregou-lhes um estado independente e Timor fez uma constituição, realizando eleições».
«Tudo estava destruído: escolas, saúde, estradas e infra-estruturas. Foi 
necessário trazer de volta os refugiados e iniciar um processo de reconciliação nacional em vez da perseguição. Foi difícil, mas tiveram que tentar normalizar as relações com a Indonésia e hoje Timor tem excelentes relações, povo-povo e governantes-governantes», continuou o ex-presidente, dizendo que Xanana Gusmão foi «o grande arquiteto da resistência». Para o prémio Nobel da Paz, «Portugal teve sempre um papel central para Timor-Leste», na medida em que «sempre batalhou pela independência e conseguiu ir, mantendo a questão viva na agenda da ONU». Na economia, Portugal está presente no seu país, o que poderá ser uma porta de entrada para aqueles mercados quando Timor-Leste entrar na Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Diz-se ainda impressionado com a quantidade de infra-estruturas que estão a 
decorrer no seu país, referindo que o mesmo está a investir na educação/formação 
dos timorenses.
Em relação à língua portuguesa em Timor-Leste, Ramos-Horta lembra a relação 
íntima entre o tétum e o português, referindo que em cada dez palavras ditas 
em tétum, nove são em português, o que revela a influência do português 
no desenvolvimento e formação da língua tétum.
No campo político, decidiu não se candidatar à Presidência da República porque «o atual presidente é meu conhecido e uma pessoa digna», não se sentindo 
confortável ao candidatar-se contra o colega.
Terminou, dizendo que «o futuro de Timor-Leste passa pelo turismo», mas que para 
isso «é necessário crescer noutros campos como, por exemplo, na saúde 
pública e nas infra-estruturas».
Joaquim Jorge informou que o Clube dos Pensadores encerra, deste modo, o ciclo de debates e que, no próximo dia 1 de julho, irá organizar um jantar de Amigos do Clube. 

21-Jun-2017 às 15:58, Ana Sofia Silva

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