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«Não temos medo de símbolos, a vitória vai ser nossa, mas também vai ser do PS»

«Não temos medo de símbolos, a vitória vai ser nossa, mas também vai ser do PS»

A coligação Vieira de Carvalho 2017 foi apresentada no passado dia 5 de junho.

No passado domingo, dia 5 de Junho, numa unidade hoteleira da Maia, foi assinado o protocolo de entendimento entre Francisco Vieira de Carvalho, candidato independente à CM Maia, o Partido Socialista, o Partido Juntos Pelo Povo, que segundo o speaker «agrega os movimentos cívicos independentes que surgiram no concelho da Maia nos últimos anos».
Francisco Vieira de Carvalho, ladeado na mesa por Ana Catarina Mendes (coordenadora autárquica do PS Nacional) e Élvio Sousa (Secretário-Geral do JPP), tinha ainda na plateia, nomes fortes dos partidos, a saber Eduardo Cabrita (Ministro-Adjunto), Manuel Pizarro (presidente da distrital do PS),  Castro Seixas (vice-presidente da coordenação distrital do JPP), Jorge Ferreira Catarino (presidente da concelhia do PS), Rui Leandro Maia (presidente da comissão coordenadora concelhia do JPP) e ainda figuras ilustres como Sandra Lameiras (vereadora do PS e de novo candidata à CM Maia), João Torres (deputado do PS na Assembleia da República), Jorge Catarino (maiato, histórico nacional do PS) e muitos outros convidados de referência.
«Congregar esforços para que se abra um novo Ciclo Politico na Maia»
Para a leitura do acordo foi escolhido Rui Moreira, em representação do PS Maia que começou por dizer que é um «momento histórico, este acordo nasce de uma vontade popular generalizada que reclama um contrato social entre eleitores e eleitos, que cumpra as promessas e resolva os seus problemas».
Rui Moreira referiu na sua introdução que houve «um largo período de regressão no investimento público, sem investimento a médio e longo prazo», não reconhecendo «capacidade de liderança à maioria do PSD que lidera os destinos da autarquia há 14 anos», acrescentando que há um «visível desgaste da actual maioria que se limita a gerir o expediente, sem impacto na melhoria da qualidade de vida de quem habita ou trabalha neste concelho», justificando que «a Maia tem perdido importância geoestratégica na AMP e nacional, o protagonismo tido na década de noventa não tem qualquer expressão actual», disse.
Segundo anunciou «é intenção de Francisco Vieira de Carvalho (FVC), PS e JPP formarem uma plataforma de entendimento politico para as próximas autárquicas, tendo como principal objectivo congregar esforços para que se abra um novo ciclo politico na Maia, que possa devolver a hegemonia de outrora na liderança de grandes projectos na AMP, que permita inverter a trajetória recessiva que este concelho tem vindo a atravessar, assumindo-se a Maia como um centro tecnológico de oportunidades de emprego qualificado, apostando na valorização do território com políticas de Cidade Nova Geração, capazes de transformar a Maia no melhor concelho para viver do país a nível de politicas de sustentabilidade inclusivas, criando também condições para a existência de igualdade de oportunidades e qualidade de vida para todos os seus habitantes», disse.
Ainda sobre o protocolo que iriam assinar referiu que «esta plataforma de entendimento politico será concretizada pela colaboração, partilha de conhecimento e estruturas das partes envolvidas, e tem por princípios basilares, a defesa intransigente dos ideais democráticos, a liberdade, a igualdade, a transparência, a promoção da inovação e do progresso, e de empenhamento do aprofundamento politico dos direitos sociais, económicos culturais dos cidadãos», transmitiu antes de se dar inicio à cerimónia de outorga do mesmo, concretizada por Francisco Vieira de Carvalho, Ana Catarina Mendes e Élvio Sousa.
Seguidamente Gisela Maria, representante do JPP Maia, leu os mais de vinte pontos que compõem os princípios éticos que foram assinados por Sandra Lameiras em representação de todos os candidatos à CM Maia e por todos os cabeças de lista as Assembleias de Freguesia a que concorrem.
«José Vieira de Carvalho, o grande autarca da Maia»
Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta, vice-presidente da bancada na Assembleia da República e coordenadora autárquica nacional do PS, no seu discurso começou por dizer que é «uma honra pertencer ao maior partido português, que aceita lançar desafios a pessoas que, não sendo militantes do partido socialista, integram projectos do PS», acrescentando vários cumprimentos, em especial a Manuel Pizarro, presidente da Federação Distrital, Eduardo Cabrita, Ministro-adjunto com a tutela das autarquias e à concelhia da Maia «o trabalho discreto, sempre na lógica do que o PS defende, abertura, sendo que aqui cabem todos os que defendem os princípios da solidariedade, da igualdade e da democracia», terminando com um elogio ao falecido José Vieira de Carvalho «o grande autarca da Maia».
«Um carinho muito especial pela vertente social do PS»
Élvio Sousa, secretário-geral do JPP, foi o orador seguinte e começou por saudar a «convergência e confiança que FVC transmite aos maiatos», dizendo que o JPP é um «movimento de convergência cívica, sem ideologias, todas as pessoas são importantes para estes projectos de convergência do poder local», cumprimentando seguidamente «os colegas da Federação e da Concelhia do PS, porque temos também um carinho muito especial pela vertente social do PS. Saúdo esta convergência que se gerou na Maia e a Comissão Politica da Maia do JPP», referindo que «estamos abertos em cidadania a construir Portugal e o nosso fundamento é o poder local», terminado a dizer que «esta coligação é esse resultado para dar um novo começo na Maia», disse.
«A minha vida é boa, ganho pouco em estar aqui. Move-me Amor e Paixão à Maia»
A locução mais esperada deu-se com a subida ao palanque de Francisco Vieira de Carvalho que agradeceu a presença de todos e começou por se referir ao acordo «todos já ouvimos os acordos desta coligação, já percebem o que temos em mãos, de facto é algo com peso, ousado», passando depois a justificar a sua candidatura pessoal «as pessoas perguntam-me porque é que eu avanço? Quais são os motivos? Como é que alguém que está bem na vida, tem digamos empresas, tem negócios, se mete nisto? “Nisto” é algo triste não é “nisto”. Como é que alguém tem férias, passa os sábados e domingos com os filhos, com a mãe com a irmã, com a esposa, etc.? A minha vida é de facto boa, ou seja, eu ganho pouco em estar aqui, pouco mesmo. O que me fez vir para aqui e estar aqui hoje é apenas Paixão e Amor. Paixão e Amor à terra, à Maia, às pessoas da Maia, à história que eu tenho aqui, nós estamos cá há quase cinco séculos, de facto é um tempo enorme», disse.
«Uma coisa mágica»
Em relação ainda à história desta sua decisão relatou a sua vivência com o seu pai «gostava de dizer-vos que comecei de facto muito cedo, com sete anos, a andar aí. Era a Maia na altura um espaço de montes e vales, sem ruas, com poucas casas, só bouça. Era pouco de facto para aquilo que tínhamos. Comecei a andar com o meu pai, que gostava imenso que com ele eu fosse ao sábado e ao domingo e andávamos aí a ver as pseudo-obras da altura. Ele dizia-me assim, aqui nasce uma rua que vai ter não sei aonde e eu achava aquilo assim estilo mágico, uma coisa mágica. Ele dizia-me que ali ia começar um PER, ali ia começar um prédio, ia ali começar a Junta, ia ali começar um Lar de Idosos, e eu achava aquilo um bocado confuso, até eram obras a mais. Nós andávamos, íamos a uma rua, ele dizia-me algo, depois íamos a outra, que aqui vai ser um estádio, e lá vinha com os desenhos, sempre cheio de técnicos, de autarcas, de locais, etc., e eu comecei a ver um bocado disto e acima de tudo ver que as coisas tinham alma, tinham sentido», disse.

«O Meu pai era um homem de Fé, mas também de visão»
Continuando a historiar «essa paixão, o meu pai era um homem um bocado de Fé, mas também de visão, era uma dupla coisa, ele tinha visão, mas também tinha Fé, que é algo as vezes confuso. Lembro-me que pouco depois, aproximadamente em 1982, ele fez na altura a Câmara e o Fórum e diziam as pessoas que eram obras loucas, uma coisa bárbara, a Câmara era uma coisa monstra, hoje de facto, a Câmara antiga é uma coisinha pequena, ou seja, o pensar à frente 10 ou 20 anos é um bocado às vezes difícil. Pensar à frente é de facto difícil, visão é de facto difícil, dizer às outras pessoas os sonhos que temos torna-se às vezes uma ideia louca. Entretanto aos 20 anos comecei a andar mais activo com ele, em Espanha, França, Alemanha, Etc…, a ver coisas novas a ver Etares, a ver recolhas de lixo, a ver o Metro, e na altura ele dizia-me que o Metro ia ser algo de sonho, foi na altura alvo até de noticias más, as pessoas diziam que era o Metrinho, lembram-se disso? Íamos nós ver Metros activos, ele dizia-me é isto aqui, mas é mais para a frente, sempre o sonho, eu confesso que foram 10 anos de luta. 10 anos em que eu estive ali ao lado dele, ele gostava imenso que eu fosse, ouvia muito, falávamos muito, ele tentava dizer-me quais eram os sonhos que tinha e passar-me a mim esses sonhos e ideias, e assim em 1997 convida-me para a Câmara. Na altura achei aquilo um bocadinho estranho, um cargo aqui na Câmara era algo confuso e eu disse, não pai, eu não posso ser autarca senão dizem sempre “ora aqui está o filho”. Bom ou mau, é um selo que temos para o bem e para o mal, passados uns anos convida-me de novo nas últimas autárquicas e disse-me “eu preciso de ti”. Na altura eu tinha já um filho, não pai, não quero estar na vida autárquica enquanto tu fores autarca activo, porque eu não quero nunca usar o teu nome em vão, não quero usar e que digam “olha aí está ele a usar o nome”. Hoje, passados 15 anos é já um bocado de tempo, o que consta, às vezes, é isso mesmo, e aquilo que eu dizia atrás, aconteceu hoje, as pessoas dizem, “pois é, é o filho”, sou o filho de facto, com muito gosto e orgulho sou o filho dele», transmitiu.
«Tem que se descer da torre e olhar as pessoas nos olhos»
O candidato passou algum tempo a explicar a sua ligação ao pai e a sua tomada de decisão «estava eu em casa com a minha esposa, os meus filhos, a minha mãe, a minha irmã e as pessoas começaram a dizer “é preciso que avances, precisamos de ti, etc…” e eu de facto comecei a ver que a Maia estava a andar a passo, fechada. As coisas viam-se muito lá em cima, as pessoas estavam lá em cima na nova Câmara. De facto, a torre é alta e as pessoas lá em cima quando olham veem em baixo pessoas minis. É da altura, não é? De facto, nós estamos em cima, olhamos para baixo e vemos ali as pessoas minis, e dizemos “pois é ali o povo”, não é o povo, aquilo é a Maia. Enquanto as pessoas não descerem da torre e virem as pessoas olhos nos olhos, chama-se a isso respeito, chama-se ética, ainda há pouco ouvimos, a nossa questão de ética é a base, temos de ter ética como base disto tudo», disse.
«Não basta tirar “selfies”»
Para o candidato «para a Maia de facto, houve empresas que vinham e lembram-se do Ikea que foi dado certo aqui. Diziam Ikea vai começar agora aqui na Maia. Maia pisca o olho à empresa eléctrica CEIIA, que também vinha para a Maia; à Escola de Gestão do Porto, que também vinha para a Maia, Tesla vinha para a Maia. Não veio nada, ou seja, o piscar de olho, foi algo muito leve, houve outras empresas em TIC’s que estavam cá e saíram. Lembro-vos o Metro, fizemos a linha 1 e a linha 2 e depois a nova fase do Metro ia começar em 2006, ou seja há 10 anos atrás, estamos ainda à espera, sabemos que nos próximos 10 anos não vem, e de facto era uma obra chave, era obra que estava à frente e que agora passou para Gaia e Valongo, ou seja eu não quero que a Maia esteja antes dos outros, eu exijo é respeito, que a Maia tenha respeito de novo, e quando a gente diz que a nossa obra começa em 2006, que se cumpra mesmo, e a Câmara tem uma voz activa em relação ao Metro ou em relação a tudo o resto que a Maia exige, não basta selfies». disse. 
«O Sócrates foi um tipo Mau, Costa é Mau e no meio não houve nada?»
«Refere agora a Câmara que a culpa foi do governo Sócrates. De facto, o Sócrates foi um tipo mau, os pórticos, são uma coisa horrível, agora o governo Costa também é mau, de facto não se faz nada, mas entre os dois houve aqui algo, certo? Parece-me a mim. De facto, via cá sempre o Passos Coelho, rápido sempre, era bom em selfies, fantástico, abraços, beijinhos, obra zero. Amigos isso não. Isto já é um pré-aviso Senhor Ministro, não pense que isto é um aviso, mas é de facto assim um bocado. Sou ás vezes um bocado forte, gosto muito de beijos, abraços, mas quero obra e vou no dia 1 de outubro dizer em Lisboa que a Maia precisa das tais obras que estavam em desenho, que estavam pensadas, que estavam até escritas e que passaram ao lado, portanto o que eu vou exigir é apenas e só o que é nosso», disse também ao Ministro presente.
«A vitória vai ser nossa, mas também vai ser sua»
FVC transmitiu que «a Carta de Ética, que ouvimos há bocado, é uma questão que às vezes as pessoas põem, que é a questão se é sério ou não, eu não acho que existam pessoas meias sérias, são sérias às vezes, têm dias, portanto à noite é uma coisa, de manhã é outra, e então para mim não, ou são sérios ou não são sérios, e o nosso principio ético está aí, são 24 pontos fortes em que estão lá medidas brancas e pretas, e todos sabem que tem que o ter como uma linha mestra. O que ouvimos há pouco foi um esforço enorme entre o Élio e a Ana, dois amigos fantásticos, pessoas que honraram sempre aquilo que disseram e que palavra dada foi honrada. De facto, juntos, no próximo dia 1 de Outubro, eu quero dizer que aqui não temos medo de símbolos, a vitória vai ser nossa, mas também vai ser sua e pode dizer que esta vitória também é sua», referindo-se directamente a Ana Catarina Mendes.
«Tu gostas, tu amas a terra, tu amas a gente, vai e sonha»
Terminou deixando uma mensagem de obrigado à família, destacando no início a mãe «sei que é mais uma guerra, mas a minha mãe já tem anos disto, tem experiência enorme, músculo, de facto uma mulher de armas. À minha irmã Paula também é um gosto tê-la aqui, sempre esteve ao meu lado quando estava mais em baixo, era sempre ela que dava apoio. À minha esposa que disse “se é isso que queres, vai arrisca”, cá estamos e aos meus filhos, pedi-lhes desculpa, disse que o pai vai estar um bocadinho ausente, e eu sei bem o que isso é, eu sei o que custa à noite estar em casa só, e como eu sei isso eles disseram-me os dois “vai pai, é pela Maia que vais, tu gostas, tu amas a terra, tu amas a gente, vai e sonha”, transmitiu a terminar.
«O espelho do Partido Socialista»
No final o Maiahoje ouviu Ana Catarina Martins, coordenadora autárquica do PS, que disse que para estas eleições «as expectativas do PS são continuar a ser o maior partido autárquico, manter a Associação Nacional Municípios e de Freguesias, como disse aqui esta tarde, este compromisso que aqui celebramos hoje é também interessante e bem o espelho do partido socialista, um partido aberto, plural e um partido que aceita integrar projectos, independentemente de as pessoas serem ou não filiadas no PS. Vejo com uma enorme esperança a possibilidade de mudarmos o concelho da Maia que nos últimos anos perdeu muita da sua centralidade, perdeu muitas das oportunidades de investimento, perdeu muitas das oportunidades de atracção de investimento e, portanto, eu reconheço mais valias no projecto do Partido Socialista que apoia e vai lutar para ser vencedor, acredito que há a possibilidade de voltarmos a devolver à Maia, desenvolvimento, oportunidades, respeito e dignidade pelas pessoas» transmitiu.
«Maia está a precisar deste novo impulso»
Por seu lado, o líder distrital Manuel Pizarro disse que «no caso da Maia, esta coligação demonstra a capacidade do PS de atrair em seu torno os sectores mais dinâmicos da sociedade Maiata e verdadeiramente a Maia está a precisar deste novo impulso que é a candidatura do Dr. Vieira de Carvalho, numa lista conjunta com o JPP e portanto a nossa espectativa eleitoral &ea
21-Jun-2017 às 15:35, Ana Sofia Silva

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