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Sustentabilidade é um modo de pensar

Sustentabilidade é um modo de pensar

Opinião de António Silva Tiago.

Quem tem como missão pensar e agir no governo das nações, mas também das comunidades regionais e locais, tem inevitavelmente que equacionar sempre o desafio da sustentabilidade.
Todas as medidas e decisões políticas, quaisquer que sejam os seus fins, requerem de quem tem capacidade de as tomar, a responsabilidade de pensar e acautelar adequadamente a sua sustentabilidade futura.
Na visão estratégica da gestão de um território têm de ser compaginadas múltiplas variáveis físicas, que se estendem desde as ambientais, infraestruturais e urbanísticas, mas também imateriais, como as de natureza cultural, social, psicossociais e económicas, de entre outras que é preciso igualmente ter em consideração, atendendo ao facto da realidade ser hoje uma teia de complexas relações de causa e efeito cuja análise tem de ser abrangente e, simultaneamente, minuciosa.
Dos líderes das nações poderosas que mais influenciam o rumo do Planeta, como por exemplo, Donald Trump, espera-se que tenham uma noção muito lúcida das atuais condições em que o Planeta se encontra. Espera-se uma consciência aguda sobre que impactos pode o Planeta suportar, ou não, com as políticas de desenvolvimento humano, social e, fundamentalmente, económico.
O conceito de sustentabilidade já não convoca apenas uma abordagem mais equilibrada e ecológica com a Natureza, mas clama por uma gestão mais inteligente de todos os recursos disponíveis, primordialmente dos naturais, mas também dos humanos e económicos, tendo por base uma compreensão dos territórios, na sua condição ético-produtiva, como ideia pragmática de sociedade que acautela o futuro.
Estou absolutamente convicto, que é hoje imprescindível que toda a Humanidade se envolva na formulação de uma visão estratégica que redefina a relação do Homem com o Ambiente.  
E quero sublinhar que esse envolvimento tem de ser global, porquanto só dessa forma os líderes menos sensíveis à urgência dessa tomada de consciência, serão confrontados com uma vontade de mudança mundialmente expressa, obrigando-os a pensar e agir em conformidade democrática com essa vontade.
A mudança que se impõe implica na sua essência uma nova mentalidade e cultura.
Trata-se de uma mudança cultural que implica fundamentalmente, colocar em primeiro plano, o estudo do território e dos seus equilíbrios eco ambientais e dos impactos que neles poderão produzir quaisquer ações humanas, para que face às necessidades de utilização do território e dos seus recursos naturais, se planeie e acautele, preservando ao máximo esses equilíbrios.
Uma visão de sustentabilidade requer em primeiro lugar, uma cultura de responsabilidade que pressupõe uma relação mais harmoniosa e generosa com o meio ambiente e a Natureza. Uma relação que exige de todos nós, o compromisso de pensar e agir de forma sustentável, assumindo a responsabilidade de sermos exemplo nas escolhas que fazemos, na nossa casa, no nosso local de trabalho, na nossa rua e na nossa comunidade.
Exemplo é o que não temos em Donald Trump, que muito recentemente resolveu rasgar o compromisso que foi assumido pelo seu antecessor em Paris, vinculando os Estados Unidos da américa a uma visão estratégica de futuro que tinha como horizonte global a sustentabilidade do Planeta.
O atual Presidente dos EUA pensa, decide e age como se não houvesse amanhã ignorando todas as advertências da comunidade científica e os sinais de alerta que o próprio Planeta vai evidenciando regularmente, fazendo eclodir fenómenos raros, estranhos e preocupantes, que ecoam na consciência da Humanidade como gritos lancinantes.

Vice Presidente da  
Câmara Municipal da Maia
21-Jun-2017 às 15:34, Ana Sofia Silva

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