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Hernâni Cardoso, viajante do Mundo, em bicicleta

Hernâni Cardoso, viajante do Mundo, em bicicleta

Viajante do Mundo comemorou na Maia, com amigos "da Guerra", os primeiros três anos de viagem.

Hernâni Cardoso, de 54 anos, era militar de profissão na Força Aérea. Natural de Gaia, solicitou a passagem à Reserva Territorial para cumprir um sonho de criança: A Volta ao Mundo em Bicicleta.
No passado dia 20 de Maio, comemorou, “numa pausa”, o terceiro aniversário do início desta aventura que estima ainda durar «pelo menos quatro anos».
«Comecei “ali” no Castelo de Guimarães o que era uma volta ao mundo ininterrupta em bicicleta. Durante estes 3 anos, que se completam hoje, cheguei ao Japão e ainda fiz cerca de 200 km na Austrália. Tive um problema de saúde no início do deserto na Austrália e fui transportado para tratamento, numa primeira evacuação, para Goa. Piorei e tive que vir para Portugal, mas agora já estou em condições», diz o viajante que acrescenta «estou em Portugal há um mês e meio. Estive no hospital, tenho a bicicleta em Pearl, na Austrália e espero ir para lá no fim de Agosto que é quando acaba lá o Inverno e efectuar nova tentativa de atravessar o deserto do continente australiano ainda durante a primavera, porque quando eu fui, em fins de Dezembro, princípios de Janeiro, estávamos no pino do verão e não me dei bem», confessa.
Hernâni Cardoso diz não ter nem procurado grandes apoios «tive a nível de equipamentos no primeiro ano, de resto não tenho e não faço questão de os ter, porque quando os temos ficamos presos aos apoios. Assim vou para onde quero, faço o que quero, quando quero e não tenho de dar satisfações a ninguém, a não ser a mim, portanto apoio-me a mim», disse a sorrir.
O projecto começou a ser traçado ainda antes da reforma «desde pequeno que tinha este sonho de viajar em bicicleta só que não tem dinheiro, os tempos eram outros, não havia as facilidades que hoje há e nunca se concretizou nada. Dois ou três anos antes de eu sair da Força Aérea, comecei a equacionar o que é ia fazer depois. Numa primeira fase seria uma volta simples, digamos assim, de dois anos, mas depois comecei a juntar pontos por onde os portugueses tinham passado durante os descobrimentos, com monumentos portugueses ou tradições portuguesas que por lá ficaram, e aquilo deu-me um percurso complicado. Esse foi o motivo pelo qual levei quase três anos a chegar ao Japão, porque andei de cima a baixo, tive que andar por países difíceis, e agora, quando reiniciar, vai ser a mesma coisa. Penso que levarei mais quatro anos ou mais a completar o circuito».
Quanto a histórias, há muitas, mas lembrou uma noite de Natal passada na Igreja da Natividade, em Belém, que é difícil porque é uma igreja pequena «temos que nos inscrever e depois há um sorteio e eu tive a sorte do meu lado», disse. Foi também duas vezes ao Irão «a primeira no trajecto normal, a segunda vez a convite durante um mês, e nesse tempo, fiz parte de um episódio de uma série iraniana de Tv, que versava a temática dos viajantes estrangeiros no Irão».
Esteve também no Norte da Índia, onde teve um acidente que o impossibilitou de pedalar durante cerca de um mês, tendo efectuado a recuperação naquele país.
Mas hoje, dia do terceiro aniversário do início desta Odisseia, está na Maia, local que escolheu para um ameno convívio «com alguns camaradas com quem estive na tropa de serviço nos Açores e vamos abordar uma “Francesinha” para matar saudades», disse a terminar.
07-Jun-2017 às 15:55, Ana Sofia Silva

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