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O Espírito da Montanha e os Santuários dos Altos

O Espírito da Montanha e os Santuários dos Altos

No dia 21 de maio, o clube UNESCO da Maia, em parceria com a Comissão de Festas de Nossa Senhora do Bom Despacho, levou a cabo uma conferência sobre: O Espírito da Montanha e os Santuários dos Altos.

Foram palestrantes Domingos Jorge, pároco da Maia e três membros do Clube, a saber, Raúl da Cunha e Silva, presidente; Adalberto Costa, Vice-presidente e Pedro Pereira, associado. Moderou a sessão Lourdes Graça, membro da direcção do Clube.
A abertura da sessão efectuou-se no Santuário de Nossa Senhora do Bom Despacho, após a missa dominical pelo pároco da freguesia, que sublinhou a importância deste evento no período mariano que Portugal está a viver.

A sessão prosseguiu no anfiteatro do Lar de Nazaré.

Registamos as sínteses das comunicações proferidas onde Raul da Cunha e Silva começou por citar a célebre frase de S. Mateus: “A fé move montanhas (mat. 17.20)”, acrescentando o orador que as montanhas têm grande influência nos vários credos e culturas a nível mundial. Registou ainda a frase de S. Paulo aos Colossenses “Procurai as coisas do alto….”. Estruturou a sua comunicação na crença no Sagrado, pela simbologia da Montanha. Concretizou a sua mensagem com apresentação de inúmeros Santuários dos Altos, em diversas partes do Mundo. Sublinhou a importância da montanha na componente espiritual e cultural inerentes à existência do Homem. Mencionou que “Quanto mais alto se sobe, mais longe se vê”.
Pedro Pereira desenvolveu o tema: “Dinâmicas Religiosas e Culturais do Culto Mariano em Portugal”. Na sua comunicação, particularizou o movimento intenso de turistas, viajantes e crentes rumo ao Santuário de Fátima, o magnetismo devocional Mariano. Falou de alguns estudos que fez no âmbito do seu trabalho como antropólogo, teceu algumas considerações, fruto de estudos antropológicos, documentados na observação diretas das recentes peregrinações a Fátima.
Por sua vez, Adalberto Costa, após uma abordagem geral do culto dos Santuários da Montanha em diversas civilizações, dentro da simbologia da montanha “no pico da montanha, o lugar mais próximo de Deus…”, “o espaço visível de Deus invisível”, falou de alguns Santuários em Portugal: Santa Luzia, Santuário da Penha, Santuário de Fátima. Traçou uma breve e interessante resenha histórica sobre as aparições e o desejo da Senhora de se construir um santuário no local, o que, de facto, aconteceu.
Em jeito de conclusão poderemos sublinhar que se viveu um momento que ultrapassou de longe a aprendizagem de conceitos, antes uma reflexão de partilha entre o Sagrado e o Profano.
Da parte da tarde, os trabalhos iniciaram-se com uma visita comentada a todas as igrejas do concelho da Maia que têm como orago Maria. Começando no santuário Mariano de Nossa Senhora do Bom Despacho, seguiu-se viajem para a Igreja de Santa Maria, em Vila Nova da Telha; Igreja de Santa Maria, em Avioso; a Igreja de Santa Maria, em Silva Escura; Igreja de Santa Maria, em Nogueira; Igreja de Nossa Senhora da Natividade, em Pedrouços; Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe e Igreja de Nossa Senhora do Ó, em Águas Santas e Igreja de Nossa Senhora da Maia, na Maia.
Foi um dia decerto enriquecedor  para todos os que o viveram.

Da Maia a Baião com 
Eça de Queiroz

No passado dia 27 de maio, 22 associados do Clube Unesco da Maia iniciaram uma viagem cultural a Baião. 
A terra de Baião é de fundação Sueva. Em 985 foram concedidas pelo rei de Castela a D. Arnaldo – trisavô de Egas Moniz, pela sua bravura no combate contra os Mouros.  Baião recebeu foral de D. Manuel I no ano de 1513.
A viagem foi iniciada com a leitura de alguns textos que mostraram aos participantes, a estreita ligação de Eça de Queiroz a Luís de Magalhães e à quinta do Mosteiro em Moreira da Maia.
Ao entrar em Baião, concelho com a maior percentagem de área verde e floresta do distrito do Porto e de paisagens naturais de grande beleza, rumaram a Ancede para visitar o seu mosteiro e a Capela de Nosso Senhor do Bom Despacho.
O mosteiro foi fundado pelos cónegos Regrantes de Santo Agostinho no século XII. Em 1560 passou a depender do Mosteiro de S. Domingos de Lisboa. No couto do mosteiro produzia-se muito vinho de qualidade que era exportado e com os proventos enriquecia-se o património monacal. Com o desenrolar dos tempos o Mosteiro foi-se degradando. Desde 1985 pertence à Câmara Municipal que o tem vindo a restaurar.
A Capela de Nosso Senhor do Bom Despacho data de 1735. Foi mandada construir pelos Dominicanos. Tem um altar-mor e seis laterais com representações da vida de Cristo. É uma obra de enorme beleza e repositório de imagens. A viagem continuou por Aregos em direcção a Santa Cruz do Douro, passando por sinaleiras que indicavam o percurso do Caminho do Jacinto até à Quinta de Vila Nova a que Eça deu o nome de casa de Tormes. Pelas 13h chegaram ao restaurante da Fundação Eça de Queiroz onde foi servido o almoço com a ementa que os caseiros da Quinta prepararam para o escritor: Canja de galinha, arroz de favas com galinha corada e creme de água. Seguiu-se a visita à Casa que está bem cuidada e onde se fica a conhecer um pouco melhor este grande escritor, a sua família e esta linda terra. Depois da visita a Tormes seguiram viagem para a sede do Concelho onde descansaram algum tempo e depois subiram até à entrada do Conjunto Megalítico da Serra de Aboboreira, considerado um dos maiores existentes em território Português.
Aqui e dado estar a cair o denso nevoeiro característico dos 800 m de altitude, foi só possível visitar a Anta de Chã de Parada. Pelo caminho e lá no alto avistaram um santuário de montanha: a capela da Senhora da Guia.
Regressaram à Maia pelas 20 horas, cansados, mas satisfeitos e reconhecendo que, como diz Eça de Queiroz, esta terra é “serra tão acolhedora, serra de fartura e de paz, serra bendita entre as serras”

Colaboração de Liliana Aguiar e Lourdes Graça

06-Jun-2017 às 17:53, Ana Sofia Silva

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