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Pais protestam contra falta de funcionárias e de espaços cobertos

Pais protestam contra falta de funcionárias e de espaços cobertos

Alunos fechados em sala de aula mais de 9 horas em dias de chuva «numa cidade que se diz capital do desporto» e «uma funcionária para 48 crianças» levam pais a protestarem.

O dia 27 de abril terminou de uma forma diferente para os alunos da Escola Básica 1º Ciclo e Jardim de Infância do Monte das Cruzes, em Milheirós. Pouco passava das cinco horas da tarde quando alguns pais fizeram o “funeral” à educação. 
Em alguns cartazes podiam ler-se frases como «salvem as crianças», «não queremos ficar “fechados” todo o dia», «é urgente mudar a legislação», «uma assistente para 48 alunos é absurdo!» e «queremos exercício físico todo o ano». Uma boneca fechada dentro de uma caixa de papelão figurava a prisão, onde se lia «assim me sinto em dias de chuva». 
Em frente ao estabelecimento de ensino, pais e encarregados de educação reivindicavam a falta de funcionárias, para supervisionarem crianças e procederem à limpeza das instalações, e a inexistência de espaços cobertos que permitissem aos alunos estar em contacto com a natureza mesmo em dias chuvosos.
Nisa Silveira, mãe de um aluno a frequentar o 2º ano e impulsionadora da manifestação, acredita que «uma funcionária para 48 alunos é insuficiente».  Na escola, com cerca de 145 estudantes e a funcionar diariamente mais de 11 horas (abre às 7:30h e encerra às 19h), existem apenas cinco assistentes, sendo que uma delas se encontra em “regime de empréstimo” vinda de outra escola do concelho. Nisa defende que «o problema vem da base» e que «enquanto andarmos a destapar de um lado para tapar do outro não vamos a lado nenhum». Considera ainda que a saúde e a educação são essenciais e «não poderemos exigir nada no futuro se não trabalharmos para ele agora». 
Durante o protesto, pais apelavam à mudança da legislação, mas esta não era a única queixa. Em dias de mau tempo, as crianças não podem aceder ao exterior por falta de zonas cobertas, chegando a estar «mais de nove horas fechadas na sala de aula». «É inadmissível que os alunos não pratiquem exercício físico numa cidade que se diz capital do desporto», disse. Após ter tentado estabelecer contacto com a Câmara da Maia para resolver o assunto e «encontrar soluções», Nisa Silveira diz continuar sem qualquer resposta passados quase dois meses, o que a fez manifestar-se, junto de outros pais, em frente à E.B.1/J.I. Monte das Cruzes. «Nota-se muita passividade em Portugal. Não concordar é uma coisa, agir é outra», concluiu. 


Ana Sofia
08-May-2017 às 11:22, Ana Sofia Silva

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