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OPINIÃO: O que resta aos Eleitores Maiatos?

OPINIÃO: O que resta aos Eleitores Maiatos?

Opinião da página "O Tambor da Maia" no Facebook.

O que resta aos Eleitores Maiatos?


O comboio das Eleições Autárquicas da Maia já começou a sua marcha e começa com uma confirmação do que já há anos se percepcionava: a falência total do Partido Socialista da Maia enquanto instituição capaz de se afirmar como uma alternativa clara à maioria que vem governando o Município, uma maioria imaginada, construída e consolidada pelo Doutor José Vieira de Carvalho, continuada e fortalecida pelo Eng. Bragança Fernandes e agora perspectivada pela candidatura do Eng. Domingos da Silva Tiago.


Depois da candidatura do Dr. Jorge Catarino, a última que obteve para o PS um resultado aceitável, todas as demais prestações, corporizadas pelos sucessivos candidatos que apresentou a sufrágio, foram indiciando essa falência, que levou, aliás, o PS, a ter importado um candidato de fora do Concelho - com os resultados que se viram - para as últimas eleições autárquicas.


As próximas eleições autárquicas, e pelo que já se sabe, clarificam pela mistificação essa falência. Não, não é um paradoxo, é assim mesmo.


O PS da Maia, não só foi incapaz de arranjar um candidato socialista local como foi incapaz de arranjar como candidato qualquer socialista oriundo fosse de onde fosse, sendo obrigado, a troco do financiamento da própria campanha, não só a ver a sua candidatura a ser liderada por um ex-filiado do PSD (desfiliação recentíssima) como a ponderar uma coligação com um partido "barriga de aluguer", oriundo da Madeira, que servirá para enquadrar pessoas vindas de movimentos alegadamente independentes, como para disfarçar o mais do que evidente facto que o seu alegado candidato independente, não passa do candidato do PS - o candidato que o PS se viu obrigado a aceitar por se ter tornado, na Maia, politica e socialmente inútil - mas que por causa de um ridículo decoro, todos, PS e candidato, teimam em fingir que não é.


Quanto ao candidato independente do PS da Maia, ao contrário de muitos, eu não critico o facto de querer o apoio do partido político que mais vilipendiou o nome de família que carrega, bem pelo contrário, acho que jogou politicamente muito bem - e é de política que se trata - para encontrar uma máquina partidária já instalada (embora uma máquina falida e definitivamente "gripada") que o ajudasse na difícil campanha eleitoral que se aproxima, tendo percebido que se tornaria o candidato irrecusável por parte deste triste PS, no momento em que assegurasse ter por sua conta "as despesas" da campanha, fazendo justiça ao aforismo popular que diz que "quando a fome se junta com vontade de comer" até meia sardinha é banquete de reis.


O problema aqui não é o candidato independente. Tem toda a legitimidade política para o ser.


O problema, aqui, é o PS.


E é o PS pelo candidato independente que escolheu.


É o PS porque confessou que, perante a sua incapacidade e incompetência política, não teve outra alternativa do que se por a venda e de se ter vendido.


É o PS que, também, pelo candidato independente que escolheu demonstra que nunca foi sério no combate, tantas vezes sujo, que anos e anos travou com o Doutor Vieira de Carvalho.


Este PS, este verdadeiro PS, pode muito bem resumir-se às palavras que um dirigente federativo socialista proferiu à laia da justificação da presente escolha: "ele traz-nos o apelido e resolve-nos o financiamento da campanha".


Este PS queimou-se definitivamente na Maia, independentemente dos resultados eleitorais que esta aldrabice política vier a obter.


Perante tudo isto, toda esta encenação, perante estas decisões contra-natura, o que resta aos eleitores maiatos?


Não restam os partidos, nem a partidarite. Não restam as "independências" porque na verdade não o são.
Aos eleitores maiatos, a única coisa que resta, é a análise fria da realidade política, económica e social da Maia de hoje e a percepção e entendimento claro dos projectos políticos que serão submetidos a sufrágio, quer quanto à sua substância quer quanto à sua motivação.


Aos eleitores maiatos, o que resta é a certeza que o desenvolvimento e o progresso do nosso Município representa em si mesmo uma complexidade tamanha que se torna incompatível com experimentalismos e com retóricas ocas sobre "legados", como se o passado pudesse ser presente, como se o que foi possa ser comparado com as circunstâncias do que é, do ponto de vista económico, social, demográfico e até mesmo legislativo.


Aos eleitores maiatos pouco importa a simpatia, o populismo dos candidatos ou até mesmo as cores partidárias que trazem na lapela, aos eleitores maiatos o que verdadeiramente importará serão os projectos que perpectivem a Maia a uma década, que assegurem continuidade, que apresentem consistência assegurada pela experiência e que mostrem uma ideia claríssima de desenvolvimento futuro, que incorpore novidade, conhecimento, vanguardismo e uma aposta claríssima na permanência dos factores concretos que permitam a manutenção e crescimento dos índices aferidores da qualidade de vida.


Quem pensa o contrário está - e estará - verdadeiramente enganado
 

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06-Feb-2017 às 18:02, redacção

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